domingo, junho 18, 2017

Divulgação em Redes Sociais - uma dor de cabeça

Uso redes sociais para divulgação do meu trabalho.
Aderi a eles tardiamente. No início eu tinha um site, com e-commerce, e um twitter da marca.
Depois, já em 2011, abri uma página no Facebook.
Instagram só fui abrir ano passado.
Acabei fechando o site por vários motivos, muitos deles aliados ao fato de que a maioria das pessoas queria efetuar a compra direto nas redes sociais, sem ter que entrar no site.
Enfim, com as redes, acabei tendo uma interação mais direta com os clientes com muito mais trabalho, evidentemente.
Mas eu constato que a divulgação de trabalho na internet está saturando uma primeira fase e precisa ser repensada em vários pontos com o risco de perda gradativa de clientes reais e potenciais devido ao seu formato atual.
Hoje contamos com duas principais plataformas
1) Google - Youtube
2) Facebook - whatsapp - Instagram
e constato que essa saturação já chegou a quase todos eles.
Venda é como artista que "tem de ir aonde o povo está" então não é possível vender online e prescindir dessas ferramentas, mas precisamos evoluir urgentemente.
Vamos começar com a divulgação pelo Facebook, por exemplo.
Cada vez que eu publico uma postagem, imediatamente vem a proposta de "impulsionamento do post" por valores diversos. Faço uso desse serviço ocasionalmente e não
é por uma questão de economia pura e simples.
A minha divulgação, embora mais lenta, resulta em retorno eficaz como pedidos de orçamentos e perguntas sobre produtos de um público alvo específico e desejado.
O relatório que o Facebook me apresenta depois de um período de divulgação paga é totalmente vazio de retorno efetivo, o que me leva a crer que somente funciona para aqueles que querem impulsionar sua página em número de likes, não importando quem esteja curtindo. Pessoas que criam páginas para divulgação de trabalho alheio, onde o número de likes da página é o seu real produto, aquele que vai ser usado como moeda de troca nas agências e nos potenciais clientes a serem divulgados.
Para o meu caso que divulgo produtos que eu mesma faço, os filtros do Facebook deixam muito a desejar.
Por outro lado, os filtros de controle do Zuckerberg para detectar crescimento de páginas sem pagamento é impressionante e as punições são muitas.
Já fui suspensa várias vezes, por períodos de até 15 dias por estar publicando "rápido demais" ou "muito"em grupos que me interessam. E por esse período não posso publicar nem curtir nem comentar em grupo e página nenhuma que não seja a minha.
Já tive os principais álbuns de produtos, seis deles, desaparecidos da minha página, os maiores e com o maior número de comentários, elogios de clientes, pedidos de orçamentos, likes, centenas deles em cada álbum e sem nem aviso somem e não retornam debalde todas as comunicações disponíveis efetuadas.
Não posso publicar meu email nos posts nem nas mensagens inbox, que é bloqueado.
Minha página é modesta, meu negócio é pequeno e mesmo assim os robozinhos do Zuca me alcançam e exercem controle rígido sobre minhas atividades visando que eu deixe de fazer e pague pelo serviço de divulgação.
Mas é exatamente esse o meu ponto: eu só pago o serviço de divulgação se eu estiver suspensa ou se estiver num período muito ocupado pois o serviço dele não me atende. Só pago se eu souber que não vou poder fazer o trabalho por uma semana por exemplo e aí prefiro deixar o serviço meia-boca rolando do que coisa nenhuma.
E isso é uma das coisas que precisa mudar. Se o Zuca é capaz de ir à filigrana de controle quando o assunto é dinheiro, ele precisa utilizar toda essa técnica na filtragem e controle de alcance das suas divulgações pois essa filtragem mal feita resulta em lixo na página de quem não tem interesse no seu produto e consequente rejeição da mídia e insatisfação do anunciante que não alcança resultados que justifiquem o investimento.
Recentemente grandes agências e marcas de alcance mundial se retiraram do youtube por motivo semelhante. Seus anúncios iam parar alhures, em páginas de conteúdo sem qualquer vínculo com seus produtos, muitas vezes de conteúdo ofensivo e prejudicial à marca.
Pois bem.  O tempo de se espalhar pelo mundo e se multiplicar acabou. É hora de tratar a semente e escolher um bom solo. E, principalmente, que o anunciante tenha possibilidades reais de escolha de onde quer que essa marca, esse produto, esse nome esteja. Pois do jeito que está, as mídias sociais conseguem
a façanha de desagradar a todos: anunciantes e potenciais clientes.