domingo, outubro 02, 2016

Porta

Demorei a entender que sou passagem.
Abrigo viajantes, facilito caminhos e descanso junto naquela pausa necessária entre um trecho e outro.
Não sou destino.
O meu nome não está impresso no bilhete.
Alguns seguem com muito de meu, outros nem tanto, muitos nada.
Mas eu mantenho a porta florida e o café fresco.
Pois o viajante se vai, sempre.
Mas eu terei algo belo a descansar os olhos, lembrando dos risos em torno da mesa enquanto sorvo o meu café.




Um comentário:

Isa disse...

também acho que sou isso daí viu? dá uma certa liberdade mas causa uma imensa tristeza também...