domingo, outubro 02, 2011

A última do sutiã.

Vi por alto que há uma polêmica no ar.
A polêmica é sobre a propaganda de lingerie da Gisele. Onde ela dá as notícias ao marido do jeito errado - com roupa - e do jeito certo - de lingerie.
A crítica acha a propaganda ofensiva às mulheres. Eu acho exagero. Tenho medo da ditadura do politicamente correto e considero essa uma das suas manifestações.
Não sou nenhuma beldade e mesmo assim a propaganda não me ofendeu nem um pouco. Achei divertida exatamente por lidar com a erotização de uma relação afetiva de uma maneira leve e marota.
Considerar a mulher um objeto de desejo não é ofensivo.  Desde que essa não seja uma limitação. Somos todas objeto de desejo e desejamos nossos(as) parceiros (as) da mesma forma, grazadeus!
O que complica é o rótulo, a limitação, o estereótipo.
Se sou gostosa não posso ser também inteligente?
Se sou gostosa e inteligente e escolho ser dona de casa, não pode?
Se não sou gostosa nem linda, não posso ter nem realizar fantasias?
Somos isso tudo aí, tudo junto e misturado.
E podemos exercer cada uma das nossas muitas possibilidades. Ou não.
Limitação é nociva quando vem do outro.
Decisão de ser isso ou não ser aquilo se chama escolha.
E não é uma moça linda fazendo charme pro marido, vestindo uma lingerie, que vai abalar nossas estruturas.
Isso faz de todas nós objetos sexuais?
Objetos sexuais nós já somos. E isso não é nenhuma tragédia. Porque somos isso e muito mais.

8 comentários:

José Henrique disse...

- A sensualidade é algo característico na mulher. E faz parte do ser. Enquanto um homem pode utilizar agressividade para ganhar uma causa a mulher pode utilizar sua sensualidade. Sem moralismos.
- A propaganda leva toda a cena em um tom caricato. Tal alvoroço só nos mostra a falta de tato/contexto das pessoas perante o humor.

Dalva Maria Ferreira disse...

Gosto do teu jeito de pensar as coisas. Pronto falei.

flordelis disse...

Adorei o jeito que você tratou o assunto, como sempre seu insight é diferente. E acrescento: quem fala demais tem: 1) a prosaica dor de cotovelo; 2) pouca coisa importante pra fazer; 3) burrice pra não entender que o tom é, como disse o José Henrique aí em cima, caricato. Quem ainda não aprendeu a usar é porque não tem :)

Tônio disse...

Nem quero saber de Giseles. Hoje deu saudade e eu vim te ver. Bjuss saudosos

Isa disse...

na minha modestíssima opinião, a publicidade nao trata as mulheres como objetos mas os homens enquanto tontos :|
Bjo

valeriaterena disse...

Onde eu assino?

Essa história cansou...

Odessa Valadares disse...

Nossa! Depois disso, eu não digo nem uma vírgula sobre o assunto. Posso postar lá no blog (com os c´reditos, claro)? Saudade.

Beatriz Rodrigues disse...

Adorei seu texto