quarta-feira, dezembro 07, 2011

Tudo de bom

Não sou de grandes gestos, arroubos heróicos nem há em toda a minha vida um único feito notável.
Acredito, pelo contrário, na importância dos pequenos gestos, na riqueza dos detalhes e no frescor das pequenas alegrias.
Talvez por isso não acredite em felicidade. Mas trabalho diariamente na construção de dias felizes.
Comprar flores na banca de rua, pra mim, é o fecho perfeito para uma linda manhã.
E ainda por cima ganhar um botão de rosa de brinde, foi a deliciosa cereja do bolo.
Se minha sincera intenção tiver algum efeito prático, o moço da banca será feliz para sempre, pois eu falei sério quando agradeci e disse: "Tudo de bom pra você."




domingo, outubro 09, 2011

Tijolo por tijolo.

A construção da nossa autoestima passa por muitos caminhos. Cada pessoa valida suas escolhas, acomoda seus muitos medos, atribui seus acertos a uma determinada parcela de sua personalidade onde o  chão lhe é um pouco mais firme que o resto do mundo.
Portanto, quando esse pedaço de chão sofre um abalo, toda sua vida está em cheque.
Acomodar  tudo novamente, voltar a confiar em si mesma, retomar caminhos interrompidos e corrigir as próprias falhas leva tempo, dor e silêncio.
Tudo é processo. E a retomada do fio demanda esforço diário além de uma dose extra de proporção e realidade.
Vai dar pé novamente. Mas por enquanto todo o esforço concentrado mantém apenas a narina fora dágua.
É o que tem pra hoje.

domingo, outubro 02, 2011

A última do sutiã.

Vi por alto que há uma polêmica no ar.
A polêmica é sobre a propaganda de lingerie da Gisele. Onde ela dá as notícias ao marido do jeito errado - com roupa - e do jeito certo - de lingerie.
A crítica acha a propaganda ofensiva às mulheres. Eu acho exagero. Tenho medo da ditadura do politicamente correto e considero essa uma das suas manifestações.
Não sou nenhuma beldade e mesmo assim a propaganda não me ofendeu nem um pouco. Achei divertida exatamente por lidar com a erotização de uma relação afetiva de uma maneira leve e marota.
Considerar a mulher um objeto de desejo não é ofensivo.  Desde que essa não seja uma limitação. Somos todas objeto de desejo e desejamos nossos(as) parceiros (as) da mesma forma, grazadeus!
O que complica é o rótulo, a limitação, o estereótipo.
Se sou gostosa não posso ser também inteligente?
Se sou gostosa e inteligente e escolho ser dona de casa, não pode?
Se não sou gostosa nem linda, não posso ter nem realizar fantasias?
Somos isso tudo aí, tudo junto e misturado.
E podemos exercer cada uma das nossas muitas possibilidades. Ou não.
Limitação é nociva quando vem do outro.
Decisão de ser isso ou não ser aquilo se chama escolha.
E não é uma moça linda fazendo charme pro marido, vestindo uma lingerie, que vai abalar nossas estruturas.
Isso faz de todas nós objetos sexuais?
Objetos sexuais nós já somos. E isso não é nenhuma tragédia. Porque somos isso e muito mais.

quarta-feira, agosto 10, 2011

Segredos Inconfessáveis que Toda Mãe Deve Ter ou Prato Cheio pra Doutorado em Psicanálise

- Quando lavo roupas dos meus filhos que moram fora e depois não sei o que é de quem, me sinto muito mal.
- Toda vez (toda vez MESMO) que o tempo esfria eu procuro mentalmente onde cada um está e se estão devidamente agasalhados.
- Toda vez que ouço uma ambulância eu repito pra mim mesma: "que nunca seja prum filho meu".
- Cada vez que vejo uma mãe com filhos pequenos catando papelão na rua e empurrando aquele carinho pesadíssimo (como acaba de acontecer) eu choro. Mas nesse caso eu sei porque. Só eu sei o quão tênue é a linha que me separa dela. E o choro é totalmente egoísta, pois não é por ela. É por mim.

segunda-feira, agosto 08, 2011

Pontuando

- O cara escreve um livro com (centenas) de parágrafos tipo esse:  "A Europa latina continua sendo uma cultura periférica, isolada pelo mundo turco muçulmano, que domina politicamente do Marrocos até o Egito, a Mesopotâmia, o império Mongol do Norte da Índia, os reinos mercantis de Málaga, até a ilha Mindanau nas Filipinas..." e NÃO BOTA MAPA???
To eu aqui, xingando e manuseando Atlas Históricos, perdendo um tempão da p*rra, pra localizar o mapa histórico correspondente e tentar memorizar visualmente exatamente o que ele está falando.
Agora me diz: custava por os mapas todos no livro? custava? O livro ficava até mais bonitinho, cheio de mapinha colorido e me poupava da estiva. C*raio.

- Informo que comecei dieta na sexta. E hoje, segunda, tô com a bicha dominada. Em dia. Bonito. Sexta feira eu me peso e digo quanto eu perdi. Se não perder nada eu mato um.

Deixa eu voltar pro tronco. Cabô o recreio.

terça-feira, julho 19, 2011

Novidades no site!

Sem tempo pra naaadaaaa!
Mas vai dar uma espiadinhas nas pulseiras, vai?
http://www.brigite.com.br/loja/catalog/category/view/s/pulseiras/id/13/?limit=40

sexta-feira, junho 10, 2011

Recomendo!!!!!

























Clique na imagem para ampliar.

Quer se salvar das trevas da ignorância? Mande email para fal.drops@gmail.com


De nada.

quarta-feira, junho 01, 2011

Pontuando


Gente, o frio tá danado, mas os dias lindos! Sol com frio é meu conceito de dia perfeito!

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A Elegância do Afeto. Aqui: http://www.brigite.com.br/blog/?p=612

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Por que é tão difícil definir um tema para o mestrado hein, povo?

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Dead Line. Meu terror atual. Por isso, passar por aqui é assim: como quem furta.

bejos

sexta-feira, maio 20, 2011

quarta-feira, maio 18, 2011

Correio Elegante

Aninha, deixa de ser besta! O máximo que pode acontecer é eu deixar vc algumas horinhas na sala de espera, tá? Leamo.

Ju, o home é demais! Lamentei o fato de não ter levado papel pra anotações. Tive que chegar em casa e correr escrever o que lembrava. Claro que muita coisa me escapou. Fui tão besta que não levei livro pra autografar, olha que tonta? Mas entrei na fila do autógrafo mesmo assim e pedi com a maior cara de pau: "Ubaldo, eu quero um abraço!" Ele, fofo demais, me deu e eu ainda ganhei de quebra uma foto delícia!

Maguelo, meu amor! Que delícia tê-lo aqui!

Claudim, já que você está de barba feita, ok.

Madoka, acontece que você É da turma. bjs.

sábado, maio 14, 2011

Insuportavelmente!

É difícil quando a pessoa não tem exemplo de blog bom em casa, né? Tadinha de Maliu, gente. Mas aqui vc tem colo sempre, viu? Deixa a Fal pra lá. Ela tá com o coraçãozinho peludo de inveja.
....
Então. Todo mundo tomando banho e passando perfume pra entrar nesse blog.
Tô dando, inclusive, up grade nas amizades. Não posso me dar com qualquer um depois disso, meusamô.


João Ubaldo Ribeiro no Paiol Literário em Curitiba.

"Comer e procriar é muito pobre pra uma vida. Temos que desenvolver nossa sensibilidade."

"Quando fui professor, tive que fazer adequações seríssimas nas minhas expectativas para poder aprovar alguém"

"A obrigação de ler mata o gosto pela leitura. Acho horrorosas as perguntas que fazem sobre livros com intenção de ensinar a ler. Vou ver as perguntas que fazem sobre meus livros nos vestibulares e não acerto uma."

A beleza do livro está na imaginação. No livro, na frase "a princesa saiu da sua casa e encontrou o dragão" cada um imagina a sua casa, a sua princesa e o seu dragão. No cinema, por exemplo, será a mesma princesa, a mesma casa e o mesmo dragão pra todo mundo."

"Meus autores preferidos? Todos. Tenho preguiça de dizer os nomes."

"Cheque e prazo. As maiores fontes de inspiração de um escritor."

"Eu não planejo um livro. Eu sigo o personagem e escrevo tudo o que ele faz."

"No tempo da máquina de escrever eu produzia 3 páginas por dia. Com o computador, contamos em palavras. Virgínia Woolf produzia 1200. Conrad produzia 800. Eu posso dizer que produzo um Conrad por dia."

"Quando me veem no boteco com meus amigos escritores, as pessoas passam ao largo e imaginam a alta intelctualidade da conversa. Mal sabem elas que a gente tá dizendo: Quanto que aquele filho da puta te paga?"

Tem como não amar esse home, meu pai?

quinta-feira, abril 07, 2011

Pontuando

O mundo acabando, colar de encomenda pra ser feito, peça de sorteio pra ser escolhido, email em inglês a ser redigido, geladeira a ser descongelada, correio só encaminha no mesmo dia se postar até as 17 horas e eu paro tudo pra arrumar a caixa de fitas. Por cor e tamanho.
....
A tragédia do Realengo me fez chorar várias vezes hoje. Liguei pros moleques pra mandar beijos e abri um vinho pra tomar com a Xu. Por que eles estão bem e isso não é pouco.
...
Dia cheio. Campainha toca. Pessoal cristão, em dupla, determinado a salvar minha alma. Preciso de uma placa assim, urgente:

terça-feira, março 29, 2011

Mimos de Norah

O que fazer de lembrancinha de nascimento pra filhinha de uma cientista-de-passarinho que mora em Milão, casada com um italiano?
Conversando com a mãe por email, ficou decidido que seria cartõezinhos de papel semente de manjericão em envelopinhos coloridos.
Mãos à obra. Primeiro a confecção do papel:

Depois a escolha das cores dos envelopes:


Os adesivos criados pela Xu:

As florzinhas:


O papel semente no envelope:


Os envelopinhos todos alinhados, prontos pro vôo pra Milão!

Que a chegada de Norah seja tranquila e que o carinho desse mimo lhe abençôe, Alline!
Beijos meus e da Xu!
P.S. Este post deveria ter sido publicado do Blog da Brigite, mas por alguma urucubaca cósmica o wordpress não está subindo imagens hoje.

segunda-feira, março 21, 2011

Hoje eu sou Cidade de Deus


Quando Paulo Lins escreveu Cidade de Deus, num processo de pesquisa de estudo sociológico na comunidade onde nasceu, ele fez muito mais que relatar dia a dia da sua favela.

Ele abria em leques problemas sociais, angústias e anseios humanistas, conflitos entre diferentes classes sociais geograficamente próximas, a crueza de sentimentos e personagens marginais e sem saber inseria para sempre Cidade de Deus no contexto mundial.

A comitiva americana que decidiu incluir Cidade de Deus no roteiro da visita do Obama ao Brasil muito provavelmente não conhece Paulo Lins. Mas a política da sua decisão foi pautada por ele.

A busca pelo conhecimento, a tentativa de compreensão do mundo, a inquietação de Paulo Lins em entender e retratar o seu entorno, deu voz e identidade a uma parte esquecida do mundo. 
Essa voz foi ampliada de forma maravilhosa por Fernando Meirelles e os desdobramentos dessa história são consequências felizes de uma iniciativa autêntica e pessoal.

Num canto esquecido da Cidade Maravilhosa, promovido unicamente pela sede de fazer parte do mundo Paulo Lins cantou sua aldeia. E continua universal.

Adoro o Obama e sua família e não ignoro nem faço pouco do significado da sua visita. Mas depois de ver Cidade de Deus vestida de amarelo, cantando "Sou brasileiro, com muito orgulho..." e indagadas quanto  ao significado do gesto, senhorinhas responderem que gostariam que Obama soubesse que elas são felizes e que ele é muito bem vindo, declaro: Obama é o caralho! Meu nome é Paulo Lins, porra!

quarta-feira, março 16, 2011

Rabugices sobre uma propaganda.

Eu gostei da nova campanha de propaganda da Net para TV: "No dia em que eu virei um Net".
Nunca gostei das campanhas anteriores dessa empresa em nenhuma de suas edições e sempre que aparecia uma nova eu balançava a cabeça e ponderava se a campanha que era péssima mesmo ou era eu que estava ficando cada vez mais rabugenta.
Por isso, ver o Hudson Senna entrar com um violãozinho maroto foi uma bênção. Fui gostando de todas as edições, até a do sapatinho de pano pra não riscar o chão rarara, mas gelei quando vi uma das últimas a serem veiculadas. A da filha, Suzana.
O ator/cantor entra em cena com o violão e a filha está numa mesa de estudos entediada. O texto diz que a filha Suzana quer adquirir cultura "mas não tem a menor paciência". Então a solução é assinar a Net.
Bateu no ponto.
Claro que arte de maneira geral, cinema e teatro em particular são fundamentais. E a TV a cabo está trazendo muita coisa de boa qualidade. Mas nada disso será absorvido de maneira plena ou minimamente compreensível sem estudo prévio. Uma coisa não substitui a outra. Recentemente assisti de cabo a rabo toda a série Roma produzida pela HBO e adorei. Compreendi conceitos, alinhavei períodos e me deliciei com uma produção primorosa. Mas certamente não teria aproveitado nem 10% da coisa se não houvesse primeiro passado pelos livros de história.
Eu gosto muito de televisão, adoro internet e não sou contra nenhum dos avanços tecnológicos. Mas nenhum deles jamais substituirá horas diárias de estudo sério. E esse caminho passa, necessariamente, pela leitura. 
E o que me irrita profundamente  é essa condescendência com a chamada "geração Y". Até o nome dado eu acho ridículo. Melhor, o fato de terem dado nome a isso é ridículo.
Acho lamentável nomearem como fenômeno sociológico o produto de décadas de negligência paterna e alienação cultural. Ou melhor, nomear, tudo bem. É papel da sociologia entender e classificar comportamentos. O que me deprime é o fato de universidades reunirem seu corpo docente uma semana antes do início do ano letivo pra palestras que tem o intuito único de mostrar como funciona a cabeça da  "geração Y" para imediatamente se adequar a ela. Os alunos não lêem livros? Damos resumos. Não fazem pesquisa? Confeccionamos apostilas. Não lidam com papel? Fornecemos matéria condensada em lindos e caríssimos netbooks. E, como sugere a propaganda mencionada, tem preguiça de estudar? Assinamos a Net e está tudo resolvido.
Não existe forma fácil de adquirir conhecimento. Não existe fórmula mágica de aprender sem esforço. E é nosso papel de pais e educadores propiciar condições para o exercício do aprendizados de nossos filhos. E determinados conceitos não mudarão jamais. Estudar é difícil, é cansativo e não será divertido o tempo todo. Exige concentração, esforço, responsabilidade e disciplina.
Todo o avanço tecnológico conquistado servirá sempre de base de apoio, ferramentas de pesquisa e complementação de formação cultural.
E esse conceito do caminho fácil tão naturalmente defendido me ofende. E estar numa propaganda de TV a cabo me revolta.
Eu só torço pra todas as Suzanas estarem juntas e inscritas na mesma prova de mestrado que eu.
Aí sim. Seria divertido.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Oscar 2011 - Bolão!


Quer arriscar seu palpite?
O Blog da Brigite premia os ganhadores.
Bora lá palpitar?

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Globo de Ouro? Sim, pitacamos!

Fofocas do Globo de Ouro. Praticamos aqui:
http://www.brigite.com.br/blog/?p=431

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Tartaruga sábia

Os quarenta anos trouxeram pra mim a preciosa consciência da mortalidade.
Nada dramático nem recheado de pavores.
Nada decorrente de fatos concretos.
Nenhuma predisposição ao lúgubre nem ao baixo astral.
A simples e indefectível sensação de que sim, um dia morremos e não será diferente comigo.
Claro que todos sabemos disso desde a tenra idade. Mas saber é muito diferente de sentir.
A ficha não caiu de uma vez. A coisa se deu aos poucos.
Mas acredito que o fato do meu filho mais velho ter terminado a faculdade tenha sido o grande divisor de águas.
Eu tinha uma frase recorrente: "quando meus filhos terminarem a faculdade, eu vou voltar a estudar." Analisando agora, todas as minhas frases recorrentes do período imortal começavam com "Quando" "Um dia" ou seja, num futuro indefinido e distante.
A consciência da mortalidade não trouxe pra minha vida somente um bom contrato de seguro, mas principalmente a certeza de que meu tempo é agora e quando é hoje.
O futuro indefinido e distante não existe.
E essa certeza ajuda a definir horizontes, a deixar de sofrer pelo impossível e aproveitar o máximo o que se tem à mão.
A decisão de fazer mestrado é parte de tudo isso. Uma nova etapa, um objetivo concreto, um horizonte possível dentro de um quadro que talvez tenha de mais fascinante o fato, agora palpável, de não ser eterno.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Três feridas narcísicas históricas

"A ciência repôs o Homem em seu devido lugar e abateu-lhe o orgulho: Copérnico removeu-o do centro do Universo; Darwin reduziu-o ao status de animal e Freud destronou  o seu intelecto, pondo o instinto em seu lugar."

Da Alvorada à Decadência....

terça-feira, janeiro 04, 2011

Aviso aos Navegantes.

- Ninguém tem tempo pra estudar;
- Ninguém tem paciência pra fazer trabalhos manuais;
- Ninguém gosta de lavar louça;
- Ninguém aprende uma segunda língua por osmose;
- Ninguém tem todas as manhãs livres pra leituras;
- Ninguém opta por correr na esteira numa lista de variedades de folguedos.
Portanto, se você não ganhou na mega-sena da virada, meu bem, dê cá a mãozinha e repita comigo:
Tudo isso aí em cima requer esforço, dedicação, hora extra de trabalho, vencer a preguiça, desligar a TV por dias a fio, cortar gastos, comer menos, beber menos ainda, "não, eu não posso ir ao barzinho", levantar cedo, ir à pé até a biblioteca pública.
E para aqueles que me vêem lendo a tarde toda, de caneca de café em punho, um aviso: declarações do tipo "eu queria tanto ter tempo pra ler que nem você" não serão toleradas. Em nenhuma hipótese.