quinta-feira, novembro 11, 2010

Breve intervalo para fofocar cos colegas.

Estou estudando, me preparando para disputar uma vaga de mestrado ano que vem. Já falei isso, vocês já sabem.
E nessa faina diária de manter o trabalho em dia sem descuidar dos estudos, o blog passa a ser cada vez mais negligenciado.
Visitar e comentar no blog dos amigos então, nem se fala.
Passei pelo blog da Aninha esses dias http://www.urbanamente.net/blog/ e vi que ela também está em apuros, queimando as pestanas em um trabalho, nas palavras dela, sério. Importante. Necessário. Trabalho esse que a manterá por um tempo bem longe da produção dos deliciosos posts da sua lavra. Infelizmente.
Pois bem.
Hoje, em meio à pesquisa diária, me deparo com um trecho que quero dedicar à Ana Paula e ao Claudio Luiz http://correioselado.blogs.sapo.pt/ e dizer aos dois que, embora nossos caminhos e objetos de estudo sejam díspares e independentes, às vezes nos cruzamos de forma perfeita e o entrelaçar das palavras confunde nossos interesses e idéias.

Veja:

"... Leone Battista Alberti, o arquiteto quatrocentista que considerou que sua arte formava, com a escultura e a pintura, um só todo e escreveu sobre elas - ou, melhor dizendo, sobre esse todo - como uma só arte. Os novos edifícios precisavam ser decorados, os antigos, restaurados, com figuras adicionais aqui e ali, e nas paredes cenas em cor, mais impressionantemente reais do que nunca. Como a maioria de seus colegas teóricos, Alberti era também um prático. São de sua autoria os planos que, com algumas alterações, foram executados por Bramante, Michelangelo, Maderno e Bernini para criar o mais grandioso monumento da moderna Roma, São Pedro. Esse empreendimento tinha a propósito de assinalar o "renascimento de Roma", em paralelo com o muito discutido renascimento do espírito ocidental. Homem de grande e eclético saber, Alberti expôs para os pintores as regras da perspectiva e para os homens de negócios as do cálculo e da contabilidade. O seu tratado sobre arquitetura, em latim, foi traduzido para o francês, italiano, espanhol e inglês. Vemos aqui, uma vez mais, o imenso benefício da imprensa."
Da Alvorada à Decadência
A História da Cultura Ocidental de 1500 aos nossos dias.
Jacques Barzun


Em itálico, tipo que a tradição informa ter sido inspirado na caligrafia de Petrarca. Se é verdade, não sei, mas de posse dessa informação passei a pensar nos manuscritos de Petrarca como impecáveis cadernos de normalista.

Cabou o recreio. Voltemos à leitura.

2 comentários:

Ana Paula disse...

Uau, que máximo! a troco de que vc está lendo alguma coisa sobre alberti? Se precisar de mais, me avisa, eu tenho toneladas.

E eu volto logo, pode deixar. Início de dezembro eu tou lá no batente do blog de novo. O projeto tá sendo parido com esforço, mas tá saindo.

Boa sorte aí pra vc também, ando louca pra trocar mais figurinhas.
bjs

Suzi disse...

Não é necessariamente sobre Alberti, Ana. É história da cultura ocidental e ele entra. Faz parte do estofo que estou fazendo antes de adentrar na biblografia propriamente dita do Mestrado. É muito tempo ausente de estudo sério pra encarar de vez Bobbio, Foucault, Weber, Montesquieu, Maquiavel e Hobbes sem dar uma panorâmica básica. bejos!