quinta-feira, julho 15, 2010

Vivendo e não aprendendo a jogar. Obrigada.

O Jogo. Ah, o jogo...
A vida deve ser muito mais fácil se você jogar o tempo todo.
Eu não sei se existe uma hierarquia no jogo, se existem pessoas que só jogam com coisas pequenas, decisões menores, situações corriqueiras ou isso é uma característica inata que determina o comportamento do indivíduo em todas as instâncias.
O fato é que eu odeio o indivíduo jogador com todas as minhas forças.
Ele nunca diz o que ele quer. O que ele prefere e, principalmente, o que ele não quer.
Faz sempre um joguinho de palavras e atitudes pra que a responsabilidade sobre qualquer decisão passe muito longe do seu endereço. E com isso será sempre mais fácil desempenhar o vantajoso e confortável papel da vítima.
Tem aqueles jogadores mais agressivos que despejam a responsabilidade de seus atos sobre os demais e o mundo à sua volta sem nenhum escrúpulo ou pudor. Se você não fizer isso eu vou me matar!!  Juro. Tem isso. Incapaz de assumir a responsabilidade e as consequências de seus atos e da sua vida, ele joga com a chantagem, a dissimulação e a covardia travestida desses atributos todos e desfere o golpe.
Por isso tudo, quando eu pergunto "vai beber o que?" e a pessoa responde "o que você quiser" eu ergo os olhos do cardápio e fito o indivíduo rezando intimamente "que isso seja uma tentativa singela e genuína da mais pura gentileza".

9 comentários:

Anônimo disse...

infelizmente estamos jogando o tempo todo, no filme "INSTINTO"1999 com Anthony hopkins ha uma referencia sobre esta situacao , e dificil conviver mas o jogo social, mas alguns conseguem viver sem maiores problemas. Te adoro (e nao estou jogando...)bj

Isa disse...

concordo em género, número e grau. Não sei jogar e odeio esse tipo de situação. bjo

flordelis disse...

Suzi, ontem mesmo discuti esse assunto. Eu também não sei jogar e odeio isso. Mas infelizmente esse fato só me traz dissabores, porque todo mundo joga e nós as burras sinceras só tomamos na cabeça porque não sabemos fingir. Estou começando a reconsiderar. Muito a contragosto, mas estou.

Suzi disse...

Nêga, mas não é de sinceridade que eu estou falando, não. Eu também pratico mentiras delicada e omissões necessárias. Até porque ser sincera, às vezes, vai importar em grosseria pura. E outras vezes a minha opinião é tão despropositada naquela situação e naquele ambiente que é melhor omiti-la. Eu falo de jogo premeditado. Feito com o firme propósito de conseguir algo em benefício próprio sem arcar com o ônus da responsabilidade sobre o fato. Esse é foda.
bejos!

Isa disse...

escrevi uma vez sb isso. amanha publico pq hj só dá Joãozinho ;)
Bjo

Odessa Valadares disse...

Sabe 'Do que as mulheres gostam'? A propaganda da Nike? Foi feita pra mim. 'Nike, no games. Just sport'.

Luci disse...

bem explicado Suzi.
não se trata de verdades x mentiras, mas de manipulação.
há quem goste
há quem se saia bem
e há aquele que joga só pelo prazer de mostrar q sabe o q está acontecendo.
bj

valeriaterena disse...

Tb detesto esse tipo de situação. Aliás passei por uma dessas no almoço: perguntei à minha mãe o que ela queria beber, se queria refrigerante, suco, etc. Ela enrolou e não respondeu. Perdi a paciência e servi água. Enquanto isso tomei minha cerveja calmamente sem lhe oferecer um gole sequer - ela está tomando montes de remédios. Naturalmente ficou p. da vida, mas, quem mandou ficar fazendo joguinho besta?

fal disse...

filha, foi nossa looonga e sofrida conversa telefonica. jogo, sim. ligações histéricas e malvadas viram comemorações coletivas de aniversário e afins com as pessoas que mais se falava mal, mais se odiava e mais se fazia fofoca. eu vivo e nao vejo tudo, amor. jogo sim, teatrim, sim. todo mundo amigo, todo mundo comendo sanduba juntim na barraquinha. é um amor que chega espanta. vamos em frente.