quinta-feira, julho 01, 2010

Ídolos

O assunto Michael Jackson, como era de se esperar, rendeu.
Tá na boca e no Ipod de todo mundo e o bombardeio de informações twittadas por aqueles que descobriram MJ agora e se deslumbraram é absurdo.
Pois é.
Eu adoro MJ. Assim como adoro Chico Buarque, Tarantino e Woody Allen. Isso não quer dizer que eu goste de tudo o que todos os gênios dessa listinha fazem. Tem filmes de WA dos quais eu não gosto, tem músicas do Chico que não curto, e filmes do Taranta que gosto menos que de outros. Desta forma digo que não gosto de TODAS as músicas de MJ embora reconheça sua genialidade em cada uma delas.
Quando ele pesa a mão na ecologia, por exemplo, eu acho chato e maçante. Mas minha cabeça pragmática considera uma boa idéia ações como We Are The World, que além de mobilizar as pessoas gerou recursos que esperamos tenham chegado ao destino.
Além do que, idiota seria eu se resolvesse "falar ao mundo" da minha janelinha de humilde blog.  MJ fala ao mundo mais que o Papa. Ele tem propriedade e meios. Mas eu continuo achando chato quando ele faz isso em nome de "salvar o planeta".
Eu sei que ele morreu e que os verbos acima deveriam estar no passado, mas a obra de MJ é vasta, consistente e tem qualidade suficiente pra ser redescoberta por infindáveis gerações futuras. Desta forma ele ainda fala e ainda faz.
A força e beleza de sua obra nos hits mais espetaculares falam muito mais que qualquer verso de salvar a terra e ver o brilho de deus.
Eu escolho a  força de Thriller e o encanto de Ben como assinaturas de um gênio louco, maravilhoso, controverso e eterno.
E adoro que meus ídolos sejam assim como são: imperfeitos e humanos.

5 comentários:

Dalva Maria Ferreira disse...

Vai saber... as futuras gerações vão gostar desse tipo de música? Não sei. Se depender do "som" que me chega proveniente da "comunidade" aqui vizinha do meu prédio, parece que eles não vão nem escutar mais. Tudo surdinho da silva, e quem sobreviver vai só gemer e grunhir. É o funk da cachorra etc.

Odessa Valadares disse...

Ótimo texto, Suzi. Minha mãe é mais fã que eu do 'bege', como ela o apelidou, explicando que ele nem era black, nem white. O apelido pegou e ela só diz 'O Bege'.

Adorei a frase 'adoro que meus ídolos sejam assim como são: imperfeitos e humanos. ' Vou citar, com crédito, tá? Assim que você autorizar.

Suzi disse...

Ju, vc está sempre autorizada!

Anônimo disse...

engraçado que a Dalva falou das futuras gerações , se vão gostar, eu acho que sim viu! porque dias desses estava vendo o MJ no Youtube, e meus filhos de 5 e 9 anos respectivamente, viram e adoraram o som e a dança do MJ, e queriam saber mais sobre ele. Entonces, é porque não conhece e gosto é discutível e aprimorado, etc.
bjk
madoka

Suzi disse...

Dalva e Madoka, coisas boas perduram. Quem vai ouvi-las no futuro é outra história. Mas a qualidade delas é perene.
beijoss!!