terça-feira, setembro 29, 2009

La Fontaine ou Freud?

Tenho reparado que, ultimamente, na tentativa de organizar o caos da minha vida, boto as coisas em seus lugares, penduro prateleiras, separo por cores e divido espaços.
Percebo nisso que o que me fascina é o processo.
Sou a formiga, é fato.
Percebo também que na leitura venho priorizando biografias há décadas. Me interessa mais a construção do pensamento em detrimento da idéia acabada.
Constato isso no dia a dia quando visito de manhã minhas rúculas semeadas botando as folhinhas pra fora da terra e suportando bravamente o excesso de chuvas. O crescer, o sobreviver, o construir é o objeto do meu interesse.
Quando fiz curso de teatro, depois de passar por todas as formas do fazer teatral escolhi a coxia ao invés do palco. O estudo e construção da iluminação e a cenografia me pareceu muito mais interessante que o proscênio.
Não quero nem pensar no que isso revela sobre mim. Mas é fato.

4 comentários:

xoogle disse...

Querida indecisa,

Percebi no seu texto recheado de informações que, a propósito, revelam muito sobre você, que é uma apreciadora de livros, e, portanto, concluo que seja rica em conhecimento sobre figuras de linguagem e expressões. Assim sendo, eu que sou tão limitado para decifrar metáforas e afins, venho lhe consultar. Há algo oculto na expressão "usar pente no bolso da camisa"?

:-/

Sempre pronto a aprender,

Ivan.

Ana Paula disse...

Suzi, eu te amo e tou com saudades. Tou enrolada também, por isso tenho aparecido menos. Quando eu for a Curipa, tu me leva nesse crossroads aí? gostei.

Odessa Valadares disse...

Oh, céus. Em diálogo com um de meus personagens, ele ator, eu escritora, descubro que jamais sairei da coxia e ele recusa-se a sair do palco. E agora? Qual o arquétipo a trabalhar?

(enquanto isso, as prateleiras seguem, cheias de livros)

Dalva M. Ferreira disse...

"Proscênio!!!" Uia... vivendo-lhe e aprendendo-vos. Beijo-te!