quarta-feira, janeiro 28, 2009

Me recuso

Tem um negócio me incomodando: amostragem.
O pensamento quase unânime de que somos automáticos representantes de uma classe pelo simples fato de pertercermos a um gênero, por exemplo.
Pessoas dizem que gostariam que Hillary Clinton tivesse ganhado a Casa Branca somente para constatar como seria o poder exercido por mulher.
Ora, nenhuma mulher tem capaciddade de representar o gênero feminino no poder ou em qualquer outra situação. Diferentes pessoas lidam com situações de diferentes formas sem que isso tenha nada a ver com seu sexo.
Assim como Obama, por exemplo, não representa os negros no poder. É uma pessoa que sempre teve e terá atitudes condizentes com sua forma de agir e pensar, moldadas ao longo da vida por situações e meios que moldaram tantos outros, negros ou não. Reduzi-lo a um representante de uma raça é um pensamento simplista demais. Rotulante demais.
Aliás, a maioria das mulheres no poder que conheço, seja este poder político ou econômico, não possui nenhumazinha característica que possa me representar nem em reunião de condomínio. O que elas fazem ou deixam de fazer não me vincula de nenhuma maneira.
Esqueça gênero, raça e credo.
Vamos ater os critérios às exigências dos respectivos cargos, por favor.

4 comentários:

Hugo Pessoa de Baraúna disse...

Muito bom!

Paula Clarice disse...

Suzi, como diria a Bel, você me psicografou :o)

Dalva M. Ferreira disse...

Gracinha de mulé do gênero humano. Você, não a hilário clitoris.

Anne disse...

Oi Suzy,
Concordo com o que diz, só acho importante ressaltar que não se pode negar o fato de um negro estar no poder é significativo e representa algo sim.
Faz tempo que venho aqui,mas nunca dei oi.
Hoje senti vontade de conversar.
Beijos,
=^.^=