sexta-feira, outubro 31, 2008

As flores do jardim da minha casa

Decidi ter um jardim de roseiras e terei.
Por enquanto elas estão no vaso por aboluta falta de tempo até pra chamar o jardineiro pra preparar o canteiro.
Mas que terei uma de cada cor, certamente.
Porque a vida é agora e o meu momento é hoje.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Trabalhando cores, tramas e tecidos!


Estamos inaugurando a sessão de Patchwork.
Vem dar uma espiadinha, vem!

Novidade! Lixo para Carro!


Quer conhecer?
Vai lá!

domingo, outubro 26, 2008

Nunca te vi...

Eu tinha 7 anos e vivia no interior do Paraná.
Só soube do fato muitos anos depois.
Toda vez que imagino a cena eu choro.
Dom Paulo Evaristo Arns abre as portas da catedral da Sé para um culto ecumênico em homenagem ao jornalista (judeu) morto pelo regime: Vladimir Herzog.
Causa oficial da morte: suicídio.
Sob a mira de centenas de soldados postados ao redor da igreja, com ordens de metralhar ao primeiro grito, cerca de oito mil pessoas comparece e se espalha por toda a igreja e escadarias.
Entre 20 sacerdotes e um rabino, Dom Paulo abre o sermão:
"Ninguém toca impunemente no homem, que nasceu do coração de Deus para ser fonte de amor".
A grandeza e coragem do gesto me toca profundamente.
Jamais compartilharei de sua fé Dom Paulo. Mas gostaria de ter tido a honra de te chamar de irmão.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Cristianismo no morro

Uma cena de filme que pra mim define o cristianismo é uma cena do Paixão de Cristo do Mel Gibson onde um corvo bica o olho do ladrão na cruz ao lado da de Cristo. Esse ladrão é aquele que não acreditou que o Cristo era filho de Deus e por isso, para o cristianismo, mereceu a bicada.
A mensagem é clara: ou está comigo ou está contra mim e, portanto, merece o inferno e todas as suas dores.
Essa idéia do cristianismo é repetida a exaustão em conceitos, parábolas e profecias. Cada vez mais eu afino a idéia de que o cristianismo tem muita coisa em comum com a estrutura do tráfico no morro. Ou você faz tudo o que o cristianismo quer que faça e aí estará bem com os zome ou arderá no fogo do inferno.
Nada mais violento.
O cristianismo não aceita diferenças. Ele quer converter a todos.
O cristianismo não convive com o oposto. Ele acredita ser superior.
Mas o cristianismo só atinge a plenitude de sua perniciosidade na figura do cristão ignorante. Ah, o cristão ignorante...
Essa figura é de dar pena.
Incapaz de pensar por efeito de anos e anos de condicionamento e lavagem cerebral, ele repete trechos bíblicos como verdades absolutas sem ter a menor noção do seu significado.
Roga praga em nome de um Deus que acredita seu chegado num grau de virulência que seria assustador se não fosse cômico. É de rir.
Como pessoas adultas conseguem manter tal comportamento sem se envergonhar profundamente de tamanho ridículo é pra mim um mistério.
A esse tipo de violência elegi a distância como antídoto. Não frequenta a minha casa. Não ocupa espaço nenhum na minha vida.
Preciso de ar, sanidade mental e bem viver.

Tolerância zero

Determinadas pessoas deveriam repetir todos os dias, várias vezes por dia, o seguinte mantra:
- Não é da minha conta.
É assombroso o que tem de gente opinando sobre a vida alheia, espalhando a todos, sem prévia consulta, frases que começam com "você devia..."
A fala mansa faz parte da tática. Mas não se engane. Essas pessoas são soberbas, prepotentes, se acham melhores e superiores a todo o resto da humanidade e por se acharem tanto, pensam que têm o direito de dizer a este que não deve fumar, àquele o que deve ler e àquele outro qual o caminho a seguir.
Esses "conselhos" nunca são dados como sugestão. É sempre uma ordem, às vezes velada outras vezes nem tanto.
Meu radar é afinadinho pra esse tipo escroto de gente. Pra isso minha capacidade de absorção é zero e esse tipo de invasão bate e quica. Volta ao indigitado com a mesma rapidez e violência. E a cara de pateta que o cara fica é uma beleza.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Correio

Assista Ana. Vale muito a pena.
Além do casal de atores que eu adoro, Juliete Binoche e Samuel Jackson, uma história muito boa no período pós apartheid. O regime acabou e agora? O que fazer?
Todas as dores do mundo expostas e remexidas até o limite do insuportável.
E uma história de amor permeando tudo.
Meu tipo de filme.

domingo, outubro 12, 2008

Filmes

Em minha Terra
Entre Dois Amores (Out of Africa)

Alguns filmes me fazem querer muito conhecer um país. Esses dois me fazem suspirar pela Africa do Sul. Com a valiosa contribuição de Robert Redford e Samuel Jackson, claro.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Saldos de uma eleição

Gabeira no segundo turno do Rio.
Saudade do tempo que eu acreditava. Que eu vestia camiseta. Que eu ia às ruas. Que eu votava. E que eu fechava os olhos quando confirmava voto.
Saudade.
Ah, Gabeira...
...
Crivella derrotado no Rio vale comemoração.
Mas tem tempo que eu digo isso: essa raça tá se organizando... Já são número expressivo no legislativo, já estão no executivo-mor do país na forma ativa (vice) e na forma passiva (presidente), têm à mão mídia e grana e já decidem a vida alheia em vários graus.
Se isso ainda não é o Apocalipse são manuscritos que João escondeu na caverna por pura auto-crítica.
...
Notícia linda fechando o domingo de eleição. Tá certo que domingo foi ontem, mas essa p*rra de blog é meu e eu escrevo como e quando quiser.
Notícia: exército garantindo a segurança numa determinada zona eleitoral que eu não vou dizer qual é. Quem assistiu, assistiu.
Depoimento do oficial (capitão-sargento-ocaralho):
-O elemento estava causando confusão, ele era forte, a arma menos letal que tínhamos era o cassetete de borracha. Aplicamos nele.
O "aplicamos nele" mandou o cara pra sala de cirurgia com hemorragia interna e sério riso de vida.
Alguém aí, (socorro Mani!!!!!) me explica, como se eu tivesse 5 anos de idade, porque é que os bravos soldados do glorioso, em número superior a 20 (que eu contei só na cena que apareceu na TV) não puderam conter o badernante com os braços, desarmado que estava, algemando o infeliz e colocando num camburão? Mandar pra sala de cirurgia é procedimento normal?
Vergonha, ódio e nojo.
...

sábado, outubro 04, 2008

Em busca do tempo perdido



Dei esse livro pra Xu quando ela era uma menininha de 8 anos.
Ela e os irmãos moravam com o pai esta época e nada que eu dei a eles (livros especialmente) voltaram de lá quando voltaram a morar comigo. Foi tudo jogado fora.
Comprei o livro de novo.
Gostaria de poder recuperar muita coisa. O livro, pelo menos, está aí e é da Xu novamente.

Trio

Tiago, Hugo e Carol. Quando eram pessoinhas bem menores que hoje.

Como é bom terminar uma tarefa...

Dicionário Corporativo

Trabalho urgente: é quando algum imbecil não fez a sua parte em tempo hábil e entrega a bagaça na sua mão com o prazo estourado.
Devia constar do Código Penal como crime hediondo. Sem fiança.