terça-feira, julho 31, 2007

segunda-feira, julho 30, 2007

Moças de Fino Trato

Sou “peão do trecho”.
Na língua do meu pai, este é o cara que viaja muito a trabalho.
No meu caso, a maioria das vezes, de avião.
Gostaria de poder seguir o sábio conselho da Maloca, da Fal, da Alline e da Dalva e ficar quietinha no meu canto. Já disse aqui e repito, que esta pose de mulher independente é só isso mesmo: pose. Meu doirado sonho secreto é casar com fazendeiro rico e só cuidar dos quitutes.
Mas enquanto seu lobo não vem, vamos cuidar da vida, né?
Pois então... conversando com moçoilas iniciantes na vida de caixeiro-viajante, acabei travando diálogo surreal by msn que rendeu a série: Manual para Moças de Fino Trato que Viajam a Trabalho:
1- Em viagens de negócios, agendada com o cliente, não aceite nenhuma gentileza além daquela normal entre qq colega de trabalho. Por ex: se vc nunca esteve naquela cidade, não há nenhum problema em aceitar a sugestão de hotel do cliente, um que fique à mão entre o aeroporto e o local da reunião de negócios, mas JAMAIS deixe que ele faça a reserva pra você;
2- Bagagens. Leve uma bagagem com a qual vc possa lidar SOZINHA. Nada de baús de princesa egípcia. Isso vale também para a reunião. Se vc precisar levar material de apoio como datashow, banners, material gráfico, etc. despache tudo antes e cheque a chegada do material com antecedência. Nada de chegar ao local do evento aparvalhada, sobraçando pacotes e caixas portando um sorriso cativante e solicitando a ajuda de todo macharedo presente. Acredite: tua credibilidade já caiu.
3- Na rua, não dê bandeira de que não é do lugar. Nada de ficar admirando demais a paisagem nem fazendo comentários sobre a arquitetura local, por mais linda que seja a igrejinha barroca.
4- Se for fazer trabalho de pesquisa de rua em que for necessário o uso de câmera digital, please, não envolva a bichinha numa capinha de couro escrito Sony, nem fique usando a coisa aos quatro ventos. Seja discreta.
5- Pra trabalhos de pesquisa de rua, em lojas por exemplo, use roupas despojadas como jeans, camisetas e tênis.
6- Se precisar de alguma informação de endereço ou do que for, NÃO pergunte aos transeuntes. Dirija-se ao guarda, ao segurança do shopping, ao vendedor da loja.
7- Quando tiver que usar notebook na reunião com o cliente, use táxi. Nada de metrô. Mas se for inevitável, use uma mochila nada-a-ver-com-o-que-tem-dentro.
8- Sou baixinha e por isso é difícil usar o bagageiro do avião pra colocar o notebook pois é pesado. Reservo então somente passagens em assentos que NÃO são saídas de emergência pra poder colocar o notebook embaixo do banco. É mais prático e mais seguro. Mesmo as altas deveriam tentar.
9- Se usar metrô ou ônibus, verifique antes o trajeto e a parada. Não fique perguntando durante o trajeto, nem dê bandeira da parada em que vai descer.
10- Nunca caminhe pelas ruas sem de vez em quando olhar para trás. E se achar que está sendo seguida por alguém, mude buscamente a direção, entre numa loja ou pare num café. Aí vc poderá checar o comportamento da pessoa suspeita.

São dicas simples, que valem pra todo mundo e que quase todo mundo usa. Quase. Por incrível que pareça essas dicas serviram pra algumas pessoas como algo útil e novo. Espero que ajudem mais alguém. Voltamos a qq momento em edição extraordinária.

sexta-feira, julho 27, 2007

Me ocorreu...

Vou pra São Paulo hoje.
De Gol. Pra pousar em Congonhas.
Será que os reversos da Gol e da Tam são comprados no mesmo lugar?

segunda-feira, julho 23, 2007

Teste

O pessoal tá com dúvida se era defeito na pista de Congonhas.
Sugiro um teste.
Existem alguns parlamentares que têm avião e sabem pilotar. Pois então:
Devíamos encher algumas aeronaves com o legislativo, o executivo e o judiciário, aeronaves pilotadas por alguns deles, isolar a área e testar pouso e decolagem (vários) em um dia de muuuita chuva, numa aeronave similar à do acidente.
Se der certo, bom. Se não der, melhor.

quinta-feira, julho 19, 2007

Em choque

Nos últimos meses, eu ficava aliviada quando o avião tocava o solo. Eu ingenuamente pensava que estava tudo bem e que não corria mais grandes perigos.

segunda-feira, julho 09, 2007

sábado, julho 07, 2007

Luto

O Nomínimo morreu!?? Como assim?
Pára o mundo que eu quero descer!

Bundas, Pasquim, Nominimo... é foda!!!

quarta-feira, julho 04, 2007

E no núcleo pobre da novela...

Sabe quando vc tem uma reunião mega importante na quinta as 9 da manhã? Daquela para a qual vc até manda lavar e passar O terninho? Pois é. Hoje é quarta né? E acaba de brotar um bicho horroroso na minha boca. Meu lábio tá inchado e nojento. Quando me perguntam o que é, só me ocorre: macumba.
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Tô trabalhando e tomando chá com laranja em caneca de bolinha e pão de mel caseiro. Porque alguma coisa tem que ir bem, né?
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Aninha, to com umas idéias pra montar um curso picaretêichon só pra homens. Aguarde!

segunda-feira, julho 02, 2007

Artigo Criminoso

Em 12 de junho, o Ministério da Fazenda divulgou medidas de fortalecimento industrial dos setores intensivos de mão-de-obra prejudicados pela "sobrevalorização cambial", conforme consta do texto divulgado para a imprensa.

A primeira medida anunciada foi na área de crédito, com o Programa Revitaliza. Ele consiste na criação de três linhas especiais de financiamento com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e equalização de taxas de juros pelo Tesouro Nacional.

As linhas contemplam capital de giro, investimento e exportação (pré-embarque). O valor total das linhas é de R$ 3 bilhões, sendo R$ 1 bilhão do FAT-Giro Setorial, a ser contratado até dezembro deste ano. Foram beneficiadas pela medida as empresas dos setores de calçados, artefatos de couro, têxtil, confecções e móveis, com faturamento anual de até R$ 300 milhões.

Lembram disso? Pois é.

Um jornalista, Giuliano Guandalini, na Veja de 20 de junho de 2007 (ainda tem quem lê, trombei com o artigo pois vieram me mostrar), escreve sobre o assunto sob o seguinte título: “Dinheiro no Lixo” e com a seguinte chamada “Pacote para socorrer supostas vítimas do dólar barato é inútil e caro.”

Não posso responder pelas indústrias têxteis, confecções e calçados, mas na qualidade de trabalhadora na indústria moveleira brasileira desde 1998, eu respondo.

Vejamos.

O primeiro enfoque do artigo afirma que é natural que as empresas antiquadas morram com o real valorizado. Acredito que um número mínimo de empresas, as mais velhas, as mais obsoletas, as que não investiram, as que têm problemas com velhos equipamentos, pode morrer nesse processo.

Fica aqui o convite ao jornalista que visite as principais feiras de Móveis do País, (e para que ele não tenha muita dificuldade em identificá-las eu listo as principais: Movelsul em Bento Gonçalves – RS, Movelpar em Arapongas – Pr e Fenaven em São Paulo. É só botar no Google que o nobre jornalista saberá as datas dos eventos) identifique os fabricantes de móveis de porte médio e vá visitar suas fábricas.

Nessas fábricas, mesmo as de porte médio, ele encontrará equipamentos dotados de tecnologia de ponta, automatizados, a maioria italianos, sistema de embalagem, estoque e armazenagem controlados por código de barras, layout de produção planejado, PPCP (vai no Google...) funcionando diariamente, pós venda e assistência técnica atuante e eficiente e um departamento comercial totalmente adepto à pesquisa de mercado e à prestação de serviços como mecanismos essenciais da venda. Isso pra dizer o mínimo.

Verá que a maioria delas atua no mercado de exportação, a despeito de todas as dificuldades, desde a década de 90.

O nobre jornalista também usa como argumento o saldo na balança comercial. Diz que estas empresas não fazem jus ao benefício pois exportam mais que importam.

Primeiramente, se este é o argumento base do seu imbróglio, aliás, do seu artigo, ele já excluiu as pequenas empresas, pois no ramo moveleiro só estão cadastradas no RADAR e fazem exportações as empresas de médio e grande porte. E aí a descrição acima se aplica a todas em termos de modernização e tecnologia.

Em segundo lugar, a importação para estas empresas só acontece nos maquinários. Com certeza os 136 milhões de importação em 2006, anunciado no artigo, efetuado pelas empresas moveleiras, representam maquinário e alguma matéria prima. E vou dizer porque.

Matéria prima para o ramo moveleiro é uma questão delicada. A matéria prima básica (chapas de MDF e PB) é monopólio de menos de meia dúzia de fornecedores, a maioria multinacionais, que ditam preço e determinam cotas a todos os fabricantes brasileiros.

A importação dessa matéria prima, que seria uma saída, esbarra na barreira absurda de impostos, onde acreditamos que a medida do governo trará algum benefício.

Portanto, nobre jornalista, quando o governo disse que estes setores poderão com estas medidas retomar a competitividade e defender-se da concorrência predatória dos importados, duvido que ele tivesse toda a visão da coisa, mas neste ponto ele acertou.

A facilidade de crédito e a redução de impostos não será um apoio a perdedores como o nobre jornalista coloca citando o diretor da escola de negócios Ibmec São Paulo, Claudio Haddad, mas apenas um fôlego ao fabricante brasileiro que paga os maiores impostos do mundo, que depende de uma rede portuária desprovida de infraestrutura, onde faltam navios e containers, onde os funcionários de despacho nos portos entram em greve ano sim ano também, que trafega com seus produtos em estradas intransitáveis, que vê seu produto por dias em filas de carretas aguardando sua vez de entrar nos pátios dos portos, que está na mão de um monopólio de fornecedores, mas mesmo assim investe em tecnologia e modernização para poder competir com o mundo.

Pois o mundo, senhores, não está lá fora nem lá longe. A concorrência predatória dos importados atinge a todos, de pequenos a grandes fabricantes, pois o mercado asiático não atinge somente as exportações, ele já está aqui dentro, no mercado nacional, em qualquer grande cadeia de lojas. Qualquer pesquisa de cinco minutos em qualquer site de busca ilustra isso.

Portanto nobre jornalista, eu não esperava defender uma medida do governo nesta década, mas diante do total despreparo com que atuou, fundando seus “achômetros” em dados esparsos, prestando um serviço de total desinformação e, pior!, de indução à opinião publica, eu tive que me manifestar.

Não possuo a verve de um profissional da notícia, nem ocupo cargo de formador de opinião. Opinião, apenas tenho a minha, fundada em vivência, trabalho e fatos. Opinião que, neste caso, não pude deixar de emitir. Seu artigo é um crime de vandalismo contra o trabalho sério de muitos.

Já é difícil entender atitudes de vandalismo em jovens universitários carentes de informação, de formação e de noção de espaço e respeito. Detectá-lo em um profissional adulto, com capacidade de veiculá-la é uma lástima.