sexta-feira, maio 25, 2007

Não é do ramo

Podem se roer de inveja.
Estou ilhada numa cidade do interior do Espirito Santo.
Terei que ficar aqui no fim de semana.
Um fim de semana inteiro num quarto de hotel, no meio de uma papelada e preparando a reunião de segunda feira.
Do outro lado da rua um babaca estacionou um carro, abriu as portas e tascou o som no último volume: '...de que vale ter tudo na vida...". Sem comentários.
Suspiro e pego o cardápio. Um canja e um cálice de vinho, é tudo que preciso.
Dou uma conferida e constato que o vinho servido em cálices é de péssima qualidade.
Vou de garrafa mesmo. Se tenho que ficar aqui o fim de semana todo, nao vai haver problema em consumir uma garrafa de vinho em 3 dias.
Faço o pedido e friso que é vinho tinto seco. E comento com a atendente da cozinha que da ultima vez que estive no hotel e fiz esse pedido, o vinho veio suave. Resposta:
- Neste hotel? Entao faz muito tempo. Aqui ninguém pede vinho!
Atendo a porta meia hora depois e lá está a garrafa do meu vinho enterrada até o pescoço num balde de gelo.
Digo o que?

3 comentários:

Dalva disse...

Lembrança, meu bem lembrança... eu lembro de um quartinho, de uma garrafa de mendocino honesto, um queijo e muito amor. Para que mais?

Ana Paula disse...

Desde quando capixaba tem tradição em vinho? (com todo respeito...)
Devia ter pedido suco de laranja, nega. Mas também, ninguém mandou ser pinguça, ai, ai!

Mani disse...

Faz como aquele personagem de filme e sai gritando: socorro técnico!!!