terça-feira, dezembro 26, 2006

Olha que lindo que o Falmigos fez pra mim!!!!

MEU DEUS !!!! MEU DEUS!!! MEU DEUS!!!! Chorei, meus amores! Gostaria de ser mais assídua pra poder dizer muitas vezes, no atacado e no varejo o QUANTO eu amo vcs.

Liiiiiinnnnddoooo presente, Espero nao ter pulado ninguém, pois nao esqueço viu? só pulo na hora de escrever:
Mil beijos Tonio meu amado, to de regime a partir de agora pra te curtir com os milicos da Bahia, Maloca, vc nao escapa de me levar na Caravana do Delírio, Alessandra qdo eu for à POA quero comer doce no Maomé contigo, Gisela daremos ainda muitas risadas das nossas bobices, Juju ainda vamos tomar aquela melancia com vodca da Ligia, Naty, bebi uma margarita ontem que nao chega aos pés da sua, Nency minha bruxinha boa beijos nocê, Raquel, continua guardando aquele negocio no congelador e depois me ensina comé que faz, Fátima ainda vou provar daquele bolo, Cris no proximo almoço vc nao trabalha depois, tá decidido! Veroca, precisamos marcar o chopp, Ana Paula sua vaca, vc e a Carlinha nao perdem por esperar, Helga fica na tua, e Patsy, sua iniciativa foi linda demais.Amei!!!
Ana Evangelina, Bela, Clarice, Clarissa, Eva, Fabby, Flavia, Isabella, Jane, Mani, Rosa, Marina, Mauricio, Mauro, Paula Clarice, Silvia, Rodrigo e Euro Beijos demais em vcs todos!!!!! E um especial pra nossa Fal, que nos proporciona pessoas como voces!

Suzy, Eu ia dizer um monte de coisas doces pra você, mas o Tônio falou tudo, e psso dizer que todos concordam com as palavras dele ( posso, não posso?)

"Eu só vim aqui pra dizer que ela já é uma das minhas, ela anda sumida e as nossas brigas já estão fazendo falta, ela é muito ocupada e eu já não a encontro mais pelos meandros do nosso LV, também queria dizer que o espaço pra ela já ta guardado na minha mala pra Bahia (agende-se nega insurportáver, nada de muita comilança nesse natal e ano novo, quanto menor vc estiver mais confortável estará dentro da mala), eu não sei o que vou fazer contigo lá, mas isso depois a gente vê na hora, sei que vamos passar por um quartel em Salvador, então te deixo um pouco se divertindo com os milicos todos enquanto trabalho, se não te importar é claro! No mais tudo são saudades ( Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder, deixo assim ficar, subentendido). Bjo, bom natal, feliz ano novo, abraço apertado. Tônio"


Então, agora vai. Nosso humilde texto coisudo wannabe. Beijos, Falmigos declarados ===========================================================
Todo Natal era a mesma coisa: ela ficava com os olhinhos vidrados, olhando para o céu, esperando Papai Noel. Depois de algum tempo alguém, que ela não lembra bem quem era, a levava para dentro. O cansaço havia mais uma vez vencido a vontade de ver a lendária barba branca. Mas aquele Natal era especial. Ela não iria sair dali de jeito nenhum! Pela primeira vez ela tinha pedido um presente: uma boneca. Todos os anos ela pedia algo para os irmãos, saúde para os pais, fartura para todos. Mas não naquele Natal. Naquele ela pediu a boneca que sempre quis.
Mas o dia passou, a noite chegou e nada. Quando já não conseguia mais ficar em pé seus pais a levaram para dentro, desolada. Mas não foi em vão: ao acordar no dia 25, lá estava a boneca linda, imponente embaixo da árvore! Ela ficou tão feliz que nem se importou de não ter visto Papai Noel, afinal, ele tinha trazido a boneca dela! E ela saltitava, pulava, berrava de felicidade! Não se conteve: pegou a boneca e foi para o jardim brincar.
No meio da tarde, ela entrou por cinco minutos para tomar um copo d´água, e deixou sua boneca "tomando sol" no jardim. Foi o suficiente para suceder a tragédia: nesses mesmos cinco minutos começou a chover torrencialmente, molhando tudo que estava no jardim. E agora, custou tanto a ganhar uma boneca, aquela era a primeira da vida dela, e veio a chuva de dezembro e molhou tudo, o quintal ficou encharcado, encharcada ficou a carinha, tão linda, da bonequinha, que ainda nem tinha chegado a receber nome.
Ela ficou olhando em silêncio, tentando compreender aquela cena.Sua filhinha ali, com os cachos dos cabelinhos todos desmanchados.O laço se desfazendo na água. Ela não quis nem tentou segurar o choro, nem o grito: Manhêêê. Manhêê.Todo desespero gritado naquele apelo repetido: Manhêê. Logo a chuva foi embora, tão rápido quanto veio, chuva de verão que era. Então a menina aproveitou o momento e saiu correndo para resgatar a boneca no jardim molhado. Seu vestido se arrastava pela grama e também ia ficando ensopado, mas ela só pensava em abraçar a sua bonequinha. Tomou-a nos braços e deu-lhe um abraço apertado, fazendo juras e promessas de nunca mais abandoná-la.
Ainda abraçada com a boneca, a menina entrou em casa e disse à mãe: - Manhê, precisamos fazer uma roupa nova para a Gilda! - A mamãe não pode fazer isso agora, filhinha, porque está muito ocupada preparando o nosso almoço. Mamãe está fazendo escondidinho de camarão, macarrão com gorgonzola, strogonoff de salmão, pudim de sorvete e strogonoff de nozes. A mãe desfiava esse cardápio chique só mesmo pra animar aquela vida de penúria. Na verdade, teriam escondidinho de carne-seca, macarrão com. macarrão, strogonoff de sardinha, pudim de pão e pavê de amendoim. Era o melhor que podia fazer.
A menina, então, foi para a sala com a sua boneca. Pelo caminho, as gotas de água que caíam das duas pareciam um rastro de pequenas luzes, brilhando no chão. Com o pente, a menina tentou ajeitar os cabelos da boneca. Mas eles estavam muito embaraçados. Por isso, ela decidiu fazer um rabo-de-cavalo. Depois, limpou com cuidado o rostinho de plástico. Molhava cuidadosamente com a sua saliva um pedaço de pano que encontrara na cozinha e depois passava-o pelo rosto da boneca. Linda! Agora só restava ajeitar o vestido floridinho, que estava todo molhado e amassado.
Ela despiu a boneca com cuidado e enxugou o corpinho da boneca. Agora era secar o vestidinho atrás da geladeira. Enquanto esperava o vestido ficar sequinho ela trocou as próprias roupas encharcadas enquanto consolava a sua bonequinha: _Não se preocupe Gilda, vai ficar como novo, viu? enquanto esperava que o vestido secasse ela adormeceu no sofá da sala apertando sua boneca nova tão apertado perto do coração que nem sua mãe conseguiu fazer com que ela se desvencilhasse em seu sono do seu presente tão sonhado.
Vieram os sonhos.Sem música, sem palavras, imagens foram os sonhos que vieram. Sonhos. Primeiro sonhou que estava dançando com a Gilda no meio do salão onde acontecia a ceia de Natal. Todo mundo aplaudia, todo mundo gostou da Gilda. Daí o sonho misteriosamente transformou-se, ela estava só no meio da ceia, fazendo um discurso. Ela estava à cabeceira da mesa, toda sua família estava presente. Ela falava e falava, mas no sonho ela não se ouvia, mas ela soube que todo mundo gostou.
O sonho rodopiou outra vez, ela estava com sua querida boneca num parque. De repente voltaram pra ceia. Via as luzes, o brilho, a beleza das louças e enfeites, e a bonequinha usando um lindo vestido de festa. Despertou com as mãos de sua mãe em seus cabelos, despertou com o terno olhar de sua mãe. Segurava Gilda junto ao peito. Sua mãe segurou sua mão direita. - Dormiu bem, querida? Cochilou gostoso? - Mamãe, voce me ensina a cuidar da Gilda que nem voce cuida de mim? - Ai, filha! Sua mãe abraçou-a forte. Levantou-a do sofá e propôs, num rompante: - Vamos brincar de ciranda. A Gilda, voce e eu. Topa? - Vamos, vamos!
Começaram a bailar pela sala. As risadas cristalinas de Suzy enchiam a casa, a rua, a cidade. Há quem diga que Gilda também sorria. Mas isso ninguém pode afirmar. Sim, Gilda sorria, como só os brinquedos sabem sorrir ao verem seus donos tão felizes. Ninguém nunca consegue ver isso, mas os brinquedos ganham vida quando ninguém está olhando, e eles cuidam de seus donos, como Suzy cuidava de sua linda bonequinha tão sonhada, Gilda também tinha sonhado com Suzy, ela não sabia, mas sempre desejou ter uma dona assim, tão carinhosa e cuidadosa.
E ambas sabiam que teriam muitas aventuras e alegrias pela frente.

Um comentário:

Mani disse...

E Feliz natal, falmiga!!!