sábado, setembro 30, 2006

Good Night and Good Luck

Assisti Boa Noite e Boa Sorte do George Clooney.
O filme é ótimo mas não vou falar dele. O melhor de tudo foi assistir nos extras o filme comentado por Gerorge e o produtor. Além de lindo, gostoso e bom ator esse moço me sai como um senso de humor delicioso capaz de rir de si próprio e de hollywood inteira em comentários leves num bate bola tão fantástico que não faria feio em nenhuma mesa de boteco.
George Clooney sobe 4 pontos no meu conceito.

Filmes que preciso ver

"Primavera, Verão, Outono, Inverno e Primavera" de Ki Duk Kim e "Machuca" de Andreas Wood.

Os monstros contra-atacam

Tenho monstros acorrentados no sótão.
Anos da auto-análise, análise convencional, estudo e observação aliados ao desafio diário e constante de conhecer e reconhecer as próprias mazelas para melhor administrá-las uma vez que resolvê-las é impossível, conseguiram a bárbara façanha de mantê-los adaptados às correntes e calmos o suficiente pra ser possível receber as visitas na sala.
Mas (sempre tem um mas), de vez em quando uma fala, um texto, uma determinada entonação num assunto qualquer, acorda e irrita um desses monstros e eles sacode as correntes enlouquecido, acorda todos os demais e haja barulho!
E daí ninguém entende o ódio nos olhos, a veemência da fala e a virulência do vocabulário. Acalmar novamente os monstros leva tempo. Cada um deles se sente revigorado após cada catarse e a volta à calma original demanda esforço cada vez maior. Embora a reclusão seja necessária ao processo nem sempre isso é compreendido. Não, eu não quero companhia. Não, eu não quero falar sobre o assunto. Sim, eu sei que te magoei, e saiba que na hora era exatamente isso que eu queria fazer.
Não sei se irei me arrepender, mas não vou pensar nisso agora. Por enquanto as energias têm que ser poupadas e canalizadas num único sentido e os monstros ainda estão ganhando. 10 x 0.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Outra face? Vem que eu te mostro!

O perdão não existe.
No máximo, deixamos prá lá para que a convivência não se torne insuportável, se não puder ser evitada.
Não acredito em pessoas "que a tudo perdoam". Isso pra mim é máscara. É arma. É veneno guardado a baldes pra ser destilado em gotas sobre o perdoado. Forever.
Neguinho que me pisa sabe logo: tá fudido. Minhas providências podem ser de dois tipos, dependendo da pisada e do neguinho: ou o troco é dado, em grau de maldade superlativo, ou o infeliz é jogado numa vala comum de total esquecimento e desprezo. Pra falar a verdade é a melhor coisa. Mas perdão, perdão, no duro, sei não. Acredito nisso não.

terça-feira, setembro 26, 2006

Momento Chita Descontrol ou Terapia Ocupacional Urgente





Eu precisava ir até o centro devolver um livro na Biblioteca. Isso é problema.
Deixei o carro num estacionamento próximo e consegui sair do orçamento em míseras duas quadras!
Fim de mês, dia ensolarado e centro da cidade: combinação bombástica.
O colorido das chitas na loja de tecidos me deixou (mais) maluca.
Trouxe pra casa a primavera inteira. E estou transformando aos poucos (o sem-jeito-total manda lembranças) em almofadas e toalhas. E o que mais der na telha.
No meio do processo, preguiça de mudar a cor da linha pra combinar com o próximo tecido a ser costurado: "mas o que diria a Denize se visse isso?" vergonha....e toca trocar o negócio todo.
Mas olha, no plano geral passa, mas nunquinha que tenho coragem de mostrar detalhes. Costura reta só com alinhavo e riscado. E mesmo assim, olhe lá.

terça-feira, setembro 19, 2006

Rituais pagãos

A maioria dos prazeres adultos não são natos.
O vinho é um deles.
E carrega consigo todo um ritual:
O ritual do copo
Quem nunca se apaixonou por uma taça de vinho? Quem não ansiou pela volúpia do toque diante de uma taça abaulada, feita do mais puro cristal Bohème (cujo nome não poderia ser outro)?
O ritual da cor
Quem nunca se encantou com o brilho da vela a atravessar o rubro líquido emprestando cor às rosas e uma aparência de conveniente recato às faces femininas?
O ritual do rótulo
Atire a primeira pedra quem não passou horas esquecidas em adegas admirando rótulos que poderiam ocupar a parede de qualquer galeria de arte do mundo (de preferência as da sua casa), com a cobiça de um menino numa vitrine de brinquedos.
O ritual da rolha
A coleção de "rolhas bebidas" denuncia a preferência da casa e atesta que taças gigantes vazias a receber novas rolhas são uma boa idéia de presente de Natal.
O ritual do olfato
O que dizer da doce embriaguez pelo odor secular de uvas maceradas a romper as finíssimas bordas de um tinto cálice, perfumando os encontros?

Saborear um vinho é um prazer adulto. Que se adquire aos poucos e por toda a vida, na arte de ouvir a uva, de sentir a história e de apreciar os detalhes que formam o belo.
É uma caminhada, cujo registro do primeiro passo se perdeu num primeiro e distraído gole, que teve o mérito singular de despertar mais uma bacante adormecida.
Felizes viajantes, ébrios de prazer e beleza, brindam seus encontros à moda das tabernas de Malowe: "Nunca mais beberemos tão jovens!". Mas beberemos sempre. E sempre em muito boa companhia.

segunda-feira, setembro 18, 2006


ETIQUETA GLOBALIZADA
Site inglês lança guia para ajudar executivos a não cometer gafes em viagens de negócios

Betina Moura

A etiqueta surgiu na corte francesa do século XVII, na forma de pequenos bilhetes escritos pelo rei Luís XIV para ensinar os convidados a se comportar nas cerimônias. Mais de 300 anos depois, o mundo transnacional dos negócios não sobrevive sem ela. Para fechar um contrato em qualquer canto do mundo ou participar de um simples jantar de trabalho, todo cuidado é pouco para evitar gafes. Pensando em orientar os executivos sobre a melhor estratégia para garantir boas transações, o site inglês A-Z of Tourism (http://www.a-zoftourism.com/) acaba de lançar um manual de etiqueta empresarial.
As dicas vão das coisas práticas – como horário comercial e temperatura – às mais sutis. Sugerem não falar com argentinos sobre a Guerra das Malvinas ou com Egípcios sobre Israel. Explicam que em Hong Kong, as negociações poderão fracassar se quem liderar as tratativas tiver menos de 50 anos – os chineses associam a sabedoria a idades superiores a essa. Lembram também que pontualidade é fundamental nos Estados Unidos.
O Brasil é descrito como um país onde os atrasos são frequentes e a informalidade nas relações uma regra.
Os organizadores do guia fazem questão de avisar aos estrangeiros distraídos que os brasileiros não são hispânicos e não falam espanhol, mas português. E que os Estados Unidos não devem ser tratados como “América”: “muitos brasileiros também se consideram americanos”, alerta o site.
Algumas informações podem salvar o viajante de situações constrangedoras. Entre elas está a de que presentes pessoais na China correm o risco de ser considerados suborno. Outros conselhos, porém, são óbvios demais. Por exemplo, o guia diz que na Bélgica é preciso bater na porta antes de entrar. Em qualquer lugar do mundo, essa é apenas uma regra de boa educação.

Para não passar vexame: Algumas dicas para os homens de negócios

China
Evite sapatos de salto alto

Japão
Os japoneses preferem acordos orais a escritos. Evite fazer pressão para assinar documentos

EUA
Prepare-se para acordar cedo. O café da manhã é geralmente às 7 horas.

Índia
Não use roupas de couro. A vaca é animal sagrado no país.

Países Muçulmanos
Quinta e sexta-feira são dias sagrados e os escritórios geralmente não abrem. A bebida alcoólica é proibida. Cuidado ao conversar com as mulheres.

Rússia
Nunca fale sobre religião ou sobre monarquia

México
Colocar papéis do negócio em cima da mesa pode ser considerado rude

Egito
Documentos devem ser datados com base no calendário gregoriano (ocidental) e na Hégira (Islâmico)

Conselhos sobre o Brasil: como os estrangeiros vêem o país

- Quanto mais alto for o cargo, maior será o atraso do executivo
- Refeições de negócios são longas. Pelo menos 2 horas de almoço e 3 de jantar
- Não vá direto ao ponto e não saia correndo ao fim da reunião. Conversas informais são comuns.

Comigo os estrangeiros nào precisam se preocupar. Vou direto ao ponto. Sempre. Sou pontual e capaz de resolver tudo no cafezinho. Ponto por ponto. Síndrome de coelho da Alice. Grave e sem remédio.

domingo, setembro 17, 2006

Trabalho

Trabalho é uma coisa simples. Sempre. Veja que eu disse simples. Não disse fácil.
Mesmo que a tarefa seja complexa e necessite de conhecimentos técnicos específicos o "fazer" segue um ritual universal.
Seja qual for a área de trabalho, ela exige preparo, dedicação, atenção, organização e método.
Existe uma coisa de glamourização do resultado que me exaspera. Quando nos deparamos com alguém que é muito bom no que faz, neguinho já imagina ele sendo o cavalo de alguma entidade que baixa no cara e produz todas as coisas maravilhosas que faz.
E a surpresa com a descoberta de que o tal gênio produz muito e bem porque se dedica demais e sempre me enoja.
Ouvi um ator (desses bonitinhos de televisão) num programa de entrevista:
- Fiquei impressionado. Você não imagina. O Nanini estuda e se dedica a cada papel como se fosse o primeiro!
Ué? E não era pra ser? Todos os papéis são primeiros! Assim como todos os clientes são únicos. Todas as campanhas são lançamentos e todos os livros são estréias. O resultado de cada tarefa não resume quem somos?

sexta-feira, setembro 15, 2006

Amor Líquido

Moças lindas, inteligentes e graduadas, de meu convívio, frequentemente reclamam de que o namoro nao dura. Nem querem casar ou morar junto, mas reclamam que o namoro em geral não passa de semanas. O que chega a mês já merece comemoração. Esses dias, uma delas ficou abismada por ter saído pra jantar com um cara mais velho e conversado por 2 horas. Veja bem; 2 horas!!
- Saí pra jantar e a gente conversou! O tempo todo!
Como assim?
Pois é... observando os meninos de 25 a 30 que conheço e a estranheza da moça em conversar com alguém do sexo oposto por tanto tempo tirei algumas conclusões:
- eles (os caras dessa idade) preferem a balada bate estaca pois aí nao precisa conversar;
- a balada bate estaca facilita a função: olha-beija-tchau;
e, corrijam-me por favor eu estando errada, mas, acho que:
- se forem jantar com uma garota, não terão assunto pra duas horas.

Estou me sentindo uma tartaruga sábia.

quarta-feira, setembro 13, 2006

De zero a 32 graus

Então tá combinado. Em Curitiba a gente congela em uma semana e derrete na seguinte. Be-le-za.

terça-feira, setembro 12, 2006

Chapa quente


Só uma foto dos meus molequinhos a título de post, pois nao tenho tempo pra naaaaada. O trabalho tá matando. Tenho fotos lindas do feriado, mas boto quando a poeira baixar.

sábado, setembro 02, 2006

Entardecer em Sampa vista da janela do hotel


Viagem de trabalho. Pauleira. Fui no domingo e voltei na sexta.
E cá estou de volta pro aconchego.
Carol tem uma listinha de coisas que precisa e vamos pra rua tentar resolver isso.
E segue a programação normal