domingo, julho 23, 2006

Pra registrar

O Robson Caetano estava óóótimo no maxixe da Dança dos Famosos.
Môdeuso... eu tenho que aprender a dançar aquilo. E com ele!
Vai se maravilhoso dançando assim, lá em casa!

Como é que pode?

Amo filmes. Amo mais ainda meiquinhofe de filme. E fico puta da vida quando vou assistir um DVD e não tem meiquinhofe!! Como assim? Não tava tudo lá? Diretor, atores, câmeras, locações, deliciosos flagrantes, fofocas mil... custava? Não me conformo. E, mais: por que não gravar todos os filmes com comentários do diretor? A gente assiste o filme normalzinho, talecousa, e depois assiste ao filme, de novo, com os comentários. Vai dizer que se você fosse o diretor não ia querer comentar naquela cena por que cargas dágua pendurou aquele quadro brega na parede. Ah, ia!
Pois é... e tem DVD mixo que a única coisa que tem nos extras é galeria de fotos, pode?

sábado, julho 22, 2006

Saladinha



O agrião tá com preguiça mas o almeirão tá ficando lindo. Em breve numa deliciosa saladinha.

quarta-feira, julho 19, 2006

sábado, julho 15, 2006

Tara da vez



Ô mo pai... voltou a fissura de morango mergulhado no chocolate quente.
Já teve uma época em que em tudo que eu botava a vista imaginava aquilo mergulhado em chocolate.
Gianechini? Já pensaram aquilo tudo mergulhado em chocolate?
Pois é... acabo de devorar uma tigela de morangos mergulhados em chocolate quente.
Essa fissura tem que passar logo, senão...

sexta-feira, julho 14, 2006

Anúncio

Já fui louca o bastante pra escrever o anúncio abaixo. Encontrei no baú.
E continuo louca o suficiente pra publicá-lo aqui.


Procura-se um namorado.
Inteligente o bastante para saber quem foi Tolstói.
Sensível a ponto de apreciar a fina ironia de Machado de Assis.
Mundano e blazée o suficiente para apreciar um chopp gelado na calçada de um boteco num sábado ensolarado, na companhia de amigos, discutindo assuntos da maior relevância como o protocolo de Kyoto, o último livro do Ian McEvan e o ideal tamanho de um biquíni, não necessariamente nesta ordem.
Não se incomodar de ter meus pés descalços alojados em seu colo enquanto degustamos um vinho tinto.
Capaz de se encantar igualmente tanto diante de um canteiro florido de amores-perfeitos quanto diante de "Jesus Alegria dos Homens".
Apreciador da arte do sexo a ponto de elegê-lo à categoria do sagrado, sem dispensar para isso o uso de técnicas deliciosamente profanas.
Se a descrição acima reflete a imagem no espelho, não deixe de falar comigo. Será bem recompensado.

segunda-feira, julho 10, 2006

Caquis



Vem ouvir a música que voltou a habitar meus olhos
Vem comer os caquis maduros que comprei pensando em ti.
Vou deixá-los lavados e sem poeira na fruteira sobre a mesa da sala.
Também deixo abertas as janelas para o vento te fazer companhia.
Mas não demora nunca tenho pressa e os caquis não são eternos.

Adair Carvalhais Júnior

sexta-feira, julho 07, 2006

Tô contratada?

Gostos e aptidões:

1. Beijo no pescoço
2. Fotos da Infância
3. Solo de saxofone
4. Manhã de domingo na feirinha
5. Gargalhadas
6. Dormir sob o sol
7. Beijo de criança (daqueles bem babados)
8. Pisar a areia descalça
9. Chopp com os amigos
10. Abraço apertado
11. Zizi Possi cantando Mais Simples
12. Samba na caixinha de fósforo
13. Manhã de sábado de sol
14. Horas na internet
15. Sobrancelha bem feita
16. Esmalte vermelho (embora raramente use)
17. Bolsa nova
18. A voz e o sorriso do meu pai
19. Elogio de filha (a minha é danada)
20. Sopa em noite fria
21. Morango com chocolate sempre
22. Ler
23. Livraria
24. Poema lido em voz alta
25. A casa do Tiago de Mello
26. Amor proibido
27. Tom Jobim
28. Descalçar os sapatos
29. Beijo na testa
30. Achar a resposta perfeita na hora certa
31. Amor meu Grande Amor na voz do Frejat
32. Fernando Pessoa
33. Filme em tarde chuvosa
34. Rever um grande amigo
35. Fogão de lenha
36. Cheiro de bolo recém saído do forno
37. Pastel de queijo na feira
38. Chico Buarque, Chico Buarque, Chico Buarque
39. Jorge Amado
40. O sucesso de um amigo
41. Amigos
42. Meus filhos
43. Feijoada
44. Trabalho finalizado e bem feito
45. Descobrir que aquele cara babaca é uma pessoa legal
46. Pizza de banana com canela
47. Suco de uva
48. Ipê amarelo
49. Contar histórias
50. Assistir O Poderoso Chefão pela milésima vez e se divertir sabendo que os outros te acham maluca por isso
51. Caminhar, jantar, namorar (não necessariamente nesta ordem)
52. Crônicas do Mário Prata
53. Bossa Nova
54. Emails e telefonema dele
55. Cheiro de livro novo
56. Pedro Almodóvar
57. Canteiro de amor perfeito
58. Soneto da Fidelidade
59. Desenho animado do Laboratório do Dexter
60. Chocolate quente numa manhã de inverno
61. Dormir abraçadinha
62. Passear com os filhos
63. Pagar todas as contas do mês e ainda sobrar algum
64. Tudo! de Minas Gerais
65. Terminar de ler Memórias de Adriano de Marguerite Youcenar
66. Mandar um chato tomar no cu, assim, com todas as letras e bem devagar
67. Fazer pose de mulher fatal e atrair olhares de todos os caras do bar (e receber ameaças - veladas ou não - de mulheres no banheiro - isso é o mais divertido)
68. Ler João Ubaldo na segunda de manhã
69. Responder "malcriada" os emails do Castelani-mor
70. Tangos e Tragédias
71. Doces de feira
72. Todo dia ela faz tudo sempre igual
73. Atender o telefone e ouvir estou com saudade
74. Desfile de Escola de samba
75. Teatro, Teatro, Teatro
76. Cheiro de coxia de teatro
77. Barzinho com MPB
78. Conhecer um cara que sabe quem foi Patativa do Assaré
79. O velhinho do Boqueirão
80. Bonecas de pano
81. Pão de queijo com café fresco
82. Memórias do Henfil
83. Trenzinho Caipira de Villa Lobos
84. Cafuné
85. Banho quente
86. Disco de vinil
87. Capa de disco de vinil
88. Livros de sebo
89. Cartaz de Teatro
90. Descobrir um blog legal
91. Colher jabuticaba do pé
92. Andar descalça
93. Quebra-cabeça
94. Torresmo
95. Lua cheia
96. Assistir filme dramático com a Xu e morrer de rir dela chorando
97. Nei Matogrosso, Zé Ramalho e Cazuza
98. Vinho Tinto
99. Mais vinho tinto
100.Almoço em família (mas não toda!)

Detalhes importantes:

101. Já fiz teatro
102. Sou a última filha entre 11 irmãos
103. Amo U2
104. Morro de medo de água
105. Nunca vi neve
106. Já morei em Umuarama duas vezes
107. Fui grávida três vezes mas não tenho nenhuma foto
108. Tenho um monte de primos que nem conheço
109. Adoro rever filmes e reler livros
110. Nunca fui presa
111. Adoro plantas
112. Dias frios com sol = dias perfeitos
113. Gosto de trabalhar ouvindo música
114. O perfume do café de manhãzinha é uma de minhas concepções de lar
115. Solidão não me assusta
116. Meus pés são gelados
117. Gosto de cozinhar

terça-feira, julho 04, 2006

Juntei todas as violetas num vaso. Só falta ensiná-las a florir todas juntas.


O mundo espiado por uma hortelã de janela

Isso um dia será uma salada

Olha a horta da pessoa!

Zigurat


Teatro de arena.
Cada lugar demarcado por uma colher embrulhada num guardanapo de pano azul.
Pegamos a colher e o guardanapo. Sentamos. A colher vai pro colo.
E ali fica, embrulhadinha no bonito azul do guardanapo enquanto as luzes da platéia diminuem.
A luz da arena sobe, revelando um cenário tanto delicioso quanto inusitado: 7 mesas de tamanhos diferentes dispostas em pirâmide, um fogão industrial, enormes panelas, frutos do mar, grão de bico e temperos espalhados pelo cenário.
O ator se apresenta e nos convida a ouvir 7 histórias que passa a contar a partir de então.
Paralelo à sua narrativa, ele vai realizando movimentos e executando ações de uma precisão e bailado que nos remete a muitas horas de marcação e ensaio.
Primeiro ele escala acrobaticamente as 7 mesas sobrepostas e vai tirando uma a uma. Deposita cada uma ao redor do fogão até formar uma ilha de trabalho.
Neste espaço mágico, repleto de cheiros, sons e luzes, as histórias vão se desenrolando enquanto o ator contracena com tampas que bailam sobre as mesas sem jamais cair no chão e temperos que saem como mágica de bolsos internos de um paletó florido.
Os sons do preparo do prato se confundem com as histórias e, assim, o som da cebola fritando no azeite se confunde com o barulho da chuva que cai torrencialmente neste importante momento da história que ele nos conta.
Os cheiros são divinos, as cores dos pimentões são perfeitas, e, em dado momento podemos até provar do sabor dos mariscos que ele oferece numa cumbuca que passa de mão em mão pela platéia.
Ao cabo de 1 hora temos pronto o prato de frutos do mar com grão de bico que é servido no exato momento em que ele termina de contar a última história. O ator tira detrás de um biombo um carrinho com pratos brancos e jarras de vinho.
Somos convidados a jantar com ele. Descemos pra arena empunhando a colher e o guardanapo. Com a deliciosa sensação de que fomos convidados a um banquete do qual presenciamos o preparo, onde foram misturadas várias artes a cada tempero acrescentado. Não existem copos. As jarras de vinho têm compridos bicos, como bules de vidro, e devem ser entornadas de forma a cair direto na boca. Uma delícia.
O prato estava divino. As histórias deliciosas. O ator, perfeito. O bailado e perfeição das marcas entregam um diretor preciso. O vinho, espanhol, não nos foi revelada a marca, era soberbo. Comemos, bebemos e nos fartamos. De sabores e beleza.
A beleza do convívio e do calor dos corpos que se abraçam e celebram.
A vida, o vinho e o encontro de pessoas que compartilharam um momento perfeito.

Zigurat, peça de teatro espanhol, no FILO de 1997. Londrina.
Pedaços de vida. Pedaços de mim.

domingo, julho 02, 2006

Comentário mulherzinha





Tô triste.
Mas que o Zidane é tudibom é.
Ô homem gostoso, meu pai.