sexta-feira, março 31, 2006

Do Cocadaboa



Roubei esta do Cocadaboa . Mr. Manson é o rei!


Sexo é uma Normal


Você sabe se anda “fazendo amor”, “transando” ou “fodendo”? É óbvio que existe uma grande diferença entre cada uma dessas modalidades, mas é preciso definir claramente os limites. Quando uma termina e a outra começa? -->


A sexologia teria o potencial de ser algo deveras interessante, capaz de proporcionar debates inflamados dos mais altos ciclos acadêmicos até a mais popular mesa de boteco. Mas infelizmente quando pensamos em grandes sexólogos brasileiros, os nomes que nos vêm à cabeça são Jairo Bauer e Marta Suplicy. Assim, não dá nem para começar uma teoria com um mínimo de credibilidade.


Felizmente Deus, através de sua maior criação, a Internet, vem possibilitando que pessoas como eu, dotadas de uma inteligência acima da média, acumulem uma bagagem sexual respeitável e, como se isso não bastasse, esta mesma Internet nos deu o poder de transmitir esta experiência para dezenas de milhares de leitores tão curiosos quanto desocupados.


A base de qualquer ciência é a terminologia. Antes de abrir o terreno para elaborar uma teoria mais profunda é preciso deixar claro o que as coisas significam. Com sexo não é diferente, pois está claro que a maioria das pessoas não tem a menor idéia do que andam praticando por aí. Pergunte-se, caro leitor tão curioso quanto desocupado: Você sabe se anda “fazendo amor”, “transando” ou “fodendo”?


É óbvio que existe uma grande diferença entre cada uma dessas modalidades, mas é preciso definir claramente os limites. Quando uma termina e a outra começa? “Transar” é o básico. É a modalidade que ocorre na grande maioria das relações sexuais. “Foder” e “fazer amor” são os desvios. Cada um com maior ou menor intensidade de devassidão, respectivamente. Se imaginarmos a prática sexual como uma curva estatística (me formar em economia serviu para algo), ela certamente assume a forma de uma curva normal com desvio padrão igual a 1, como exemplificado acima. Até aí, nada de complicado. Mas a situação muda de figura quando pensamos nos fatores que determinam o tipo de modalidade sexual que está sendo praticado. Isto não depende apenas de “como” o sexo está sendo feito, mas também de outras condições, como “onde”, “quando” e “com quem”.


É impossível “fazer amor” no banco traseiro de um Fiat Pálio. Neste local pode-se apenas “transar” ou “foder”. Assim como ninguém “fode” com a esposa depois de ter tido filhos. Com ela só se “faz amor” ou “transa”.Enfim, podemos enumerar uma longa lista de situações, para dar a dimensão de que o espectro de definições pode ser tão amplo quanto tênue.


Não dá para “fazer amor” em um ambiente com uma temperatura superior a 30 graus Celsius. Aliás, quanto maior a temperatura, mais difícil “fazer amor”, pois a presença de qualquer gota de suor durante o ato o desqualifica como “fazer amor”. Ninguém “faz amor” após beber cerveja, o ideal é vinho ou qualquer outra bebida mais requintada. O uso de camisinha ou qualquer brinquedo sexual também elimina completamente a possibilidade de ter “feito amor”.
Não se “faz amor” sem um som romântico ao fundo, que não necessariamente deve ser uma música do Kenny G. Este som também pode ser a lenha crepitando com o fogo de uma lareira ou o barulho da chuva caindo lá fora. Aliás, existir um “lá fora” é quase que essencial para “fazer amor”, pois a única possibilidade de se “fazer amor” ao ar livre é no campo, sobre um gramado levemente úmido de orvalho, protegido pela sobra de alguma árvore de madeira de lei e após um piquenique onde obrigatoriamente foi servido vinho, sem esquecer de um som romântico ao fundo, como o canto de cigarras ou de passarinhos.


E, finalmente, o mais óbvio: é impossível “fazer amor” com alguém que você não ama. E quando digo “ama”, me refiro a amar de verdade, e não aquele “eu te amo” fajuto que muita gente solta depois de gozar, na esperança de rolar um cu no segundo tempo. A propósito, qualquer possibilidade de “rolar um cu” no segundo tempo também implode a chance de você estar “fazendo amor”. “Fazer amor” e “cu” não combinam, salvo em raríssimas relações homossexuais masculinas. Mas também, o grau de fatores para qualificar uma relação homossexual masculina como “fazer amor” é tão exigente que é mais fácil esperar a próxima passagem do cometa Halley.


Como visto, “fazer amor” é algo extremamente difícil, pois a violação de qualquer um destes elementos faz com que o ato seja imediatamente rotulado como “transar”. Tão difícil que o ato de “fazer amor” raramente é documentando, pois a presença de qualquer câmera fotográfica ou filmadora descaracterizam o ato de “fazer amor”. “Fazer amor” gravado, só encenado em filmes românticos e olhe lá.


Vejamos agora o outro limite, ou quando você deixa de “transar” e passa a “foder”. O jeito mais cartesiano de exemplificar isso é com o número de dedos evolvidos nas preliminares. Se você enfia até dois, está “transando”. Conforme mais dedos são adicionados, três, quatro, cinco ou até o punho, a possibilidade de estar se iniciando uma foda aumenta mais do que proporcionalmente.


O mesmo raciocínio se aplica ao número de pessoas envolvidas. Dois normalmente transam. Conforme mais pessoas entram na equação, a probabilidade de estar fodendo também aumenta mais do que proporcionalmente. Cu no final, transa. Cu já na preliminar, foda. Tapinhas na bunda, transa. Tapa na cara, foda. Gozar em uma área inferior ao meridiano que atravessa os mamilos, transa. Gozar acima disso, foda. Se você mal sabe dizer o nome da pessoa com a qual está praticando o ato sexual, pode estar transando ou fodendo. Mas se você mal sabe dizer o sexo, certamente está fodendo.


As situações são incontáveis, mas estes exemplos já são constituem uma excelente base para tentar qualificar a grande maioria dos atos sexuais. Quanto mais variações você imaginar, mais facilmente você passará a enxergar as coisas. Faça este exercício com a sua parceira ou ainda na conversa descontraída com os amigos. Com a terminologia na ponta da língua, mas aptos ficaremos para elaborar teorias de sexologia que realmente interessam.

As lindas e as interessantes

Os homens xavecam as lindas. Mas ficam com as interessantes.
Li isto certa vez em algum lugar. E divago.

Tenho um certo preconceito contra o belo. É uma inveja às avessas, cujo paciente cultivo fez nascer uma pretensão enorme embalada pra presente num ego monstro e muito bem defendido.

O bonito já tem meio caminho andado e o hábito do pouco esforço não ajuda na arte da pegada.

Munida deste preconceito todo criei a figura da linda. Aquela figura diáfana que fascina os homens, sempre a segui-las embasbacados e completamente perdidos.

As lindas são o que mostram: pernas perfeitas, lábios carnudos, barriguinhas saradas e marcas nenhuma na pele que não sejam do indefectível biquíni. E a certeza de que o mundo, as ruas, as portas e os cartões de crédito se abrem, milagrosamente, sem nenhum esforço, à sua passagem.
Essa certeza mantém seu queixo erguido e o passo firme. Porém, o sorriso perfeito é paisagem. Não contempla alguém. Nem ninguém. Algum afortunado em sua companhia deve recebê-lo exatamente assim: como uma dádiva. Poucos têm este privilégio.
As lindas oferecem sua beleza aos homens como quem contempla heróis.
Os homens, estes predadores que conhecemos tão bem, não resistem nem àquela minimamente palatável, que se dirá desta que distribui sorrisos perfeitos e deixa atrás de si um rastro de perfume inebriante?
Mas mesmo altamente seletivas na escolha da companhia, determinada pela oferta farta, as lindas são de fácil manutenção.
Eu disse fácil. Não barata.
Vejamos.
Tudo o que der pra resolver preenchendo um cheque ou fazendo um depósito é simples não é?
As lindas precisam da corte. Da opulência. Da liturgia do cargo.
Ser linda não combina com aplicado estudo (estar simplesmente matriculada numa faculdade e aparecer regularmente não vale), trabalho eficiente, companheirismo, bom papo, interesse pelo mundo do outro.
Combina sim com elogio, elogio, elogio e muuuuita paciência. Pois linda não conhece relógio, horário, limite de tempo ou de cheque especial. Não leva nada em consideração observando sequer a existência do outro. Quanto mais seus direitos.
Mas enquanto o limite do cheque e a paciência masculina aguentarem firmes, tudo certo. Nada mais será preciso. E o macho orgulhoso poderá dar a voltinha na praça com a mão na cintura da linda com o sorrisinho cafajeste no rosto a gritar pro mundo: Comi! Comi!

As interessantes são de digestão mais difícil.
Geralmente não dependem do cheque nem dos humores masculinos pra viver.
E são constituídas de camadas que não se desvendam nem se mostram num primeiro toque. Nem na primeira transa.
Embora não envolva grana, a manutenção da interessante é bem mais difícil.
Afinal, quando ela não precisa dele pra pagar suas contas, a pergunta que vem em seguida é: então ela precisa dele pra que mesmo? Companheirismo, admiração, respeito, carinho e cuidado com o outro não tem em caixinhas na farmácia do lado do "loiro doirado". Necessita de dedicação e interesse. E dá bastante trabalho. Mas, se os dois toparem e o homem não se importar em ver sua mulher em constante evolução, e não se furtar de participar ativamente do processo, verá que isso tudo junto, bem misturado, gera os seguintes efeitos:
A cama fica pouca pro tesão imenso e as descobertas e conquistas a dois revelam várias portas. Cada uma com entrada garantida a vários paraísos.

Mas, que as lindas continuem alheias a isso, e seu passo de gazela continue confiante e firme.





segunda-feira, março 27, 2006

Dores

As dores nas costas fazem a respiração difícil. Os dedos mal conseguem digitar o teclado. Mesmo com o pulso apoiado. Apertar o mouse é um sacrifício. A garrafinha dágua é pesada demais para o braço direito. Erguer o pente para pentear o cabelo é impossível. Tocar a nuca com as mãos é sonho. Alguém já percebeu como é difícil para uma pessoa destra tomar banho manuseando o sabonete somente com a mão esquerda? Ai meus deus... dois comprimidos depois e essa dor ainda não foi embora?

Curso da Fal

Se tem alguém que lê isso aqui atente para o fato! O curso abaixo é papa fina! Tô dentro! Entre em contato com aFal no email abaixo e se inscreva. Ou vai querer morrer nas trevas da ignorância?

ARTE NA HISTÓRIA

Beibe, interessado num curso de arte e história e todas as fofocas d'antanho que eu puder arrebanhar?
São 10 aulas. Duração de 5 meses.O curso é totalmete virtual.Não, não precisamos estar todos conectados ao mesmo. A cada quinze dias, o que nos dá duas semanas para conversar entre uma aula e outra, titia Fal manda uma aula nova, via email.
Uia, escreva pra cá: livronovodafal@gmail.com, vamos ver se montamos uma turma?E se vc puder, vc faz propaganda no seu blógue?

O Programa é esse aqui:
Módulo I

Arte. Que é isso?Algumas teorias sobre o surgimento da arte.
Pedra lascada, pedra polida. A vida como nós a conhecemos: as primeiras civilizações
No princípio era o verbo
Dos tijolos sumerianos aos jardins suspensos da Babilônia, passando pelos gatinhos do Egito. Tantos povos, tantas histórias: persas, minóicos, micênicos, hititas, lídios, medos, dóricos fenícios, cartaginenses e, ufa, hebreus

Módulo II
Se oriente rapaz I: China e Índia
As crianças da Grécia Os geniais etruscos
Roma e a não-arte

Módulo III
Balaio de gatos: bárbaros germânicos, arte românica, gótica e a Idade Média
Se oriente rapaz II: Japão

Módulo IV
HumanismoGrandes navegações: o mundo diminui A terra é mui graciosa, tão fértil eu nunca vi
Apertem os cintos, o Papa sumiu

Módulo V
O barroco francês, Rembrandt, Bach e outras coisas do século XVII que fazem meu coração sorrir

Módulo VI
Carneirinho, carneirão: o Arcadismo Born in the USA
Eu sou Napoleão Bonaparte
Linha de montagem

Módulo VII
Vizinhos Reais
Noutras palavras, sou muito Romântico
Romantismo Português, ó pá!
Eu te amo, porra! - Romantismo no Brasil
'Sua mãe pode até descender dos macacos, mas a minha não'

Módulo VIII
A vida como ela é: O Realismo A Natureza é tão natural
Simbolismo Lerê Lerê
República ou morte
Impressionante
Freud, explica!!

Módulo IX
Século novo, vida nova
Espartilhos e grandes bigodes: a Primeira Guerra Mundial
Futurismo, cubismo, dadaismo: é ismo que não acaba mais
Modernismo: Brasil e Portugal
Derretendo relógios
Fazendo moda, fazendo arte Nós cantamos na chuva A Segunda Grande Guerra Baby boom
O anjo pornográfico e outros anjos brasileiros

Módulo X
Flower Power, o passaporte pra revolução
As veias abertas da América Latina Coca-cola é isso aí: a publicidade e o divinoModa, cinema, literatura, poesia, arquitetura, teatro, pintura, escultura, publicidade, rádio: stress puro ou seu dinheiro de volta
O Havaí seja aqui : internet, a nova arte e o diário coletivo
De volta à pintura de paredes: os novos urbanos

quinta-feira, março 23, 2006

Homens...


ALEXANDRE BORGES é o gatão de meia-idade que chega às telas em março. Miguel Paiva, pai da idéia, revela o que o gatão detesta: (1) que a filha pré-adolescente fique menstruada no dia em que está com ele e não com a mãe; (2) que a namorada segura faça dele objeto de seu prazer e de sua glória; (3) que a ex-mulher arranje namorado mais bonito, rico, e jovem que ele; (4) que sua barriguinha fofa seja elogiada; (5) que a performance na cama não seja elogiada; (6)estar casado; (7)estar sozinho.

1- Veja que delícia. Parace que a nossa menstruação ainda é um bicho-de-sete-cabeças para o macho. Concordo que lidar com a situação não é fácil. Mulher de TPM é bicho brabo! E ainda sou das antigas. Daquela que acha que o homem deve sim SABER que a sua mulher está "naqueles dias" - meu deus que coisa antiga! rararara - mas NÃO deve nem participar nem assistir nenhum vestígio deste ritual. Mas fico imaginando a cara de desespero do gatão de meia idade tendo que ir à farmácia comprar absorventes e orientar a filha a recolher o lixo do banheiro no fim do dia. É... acho que o gatão precisa de mais um século de evolução pra lidar com a situação com naturalidade.

2- Puxa....essa me surpreendeu! Pensei que esse fosse o sonho dourado de todo macho. Ter uma namorada segura, que fizesse poucas cobranças e que explorasse dele todo seu potencial de prazer e deleite. Preciso aprofundar minhas pesquisas.

3- Correção: que a ex-mulher arrume QUALQUER namorado. A impressão que eu tenho é de que o macho pensa que ex-mulher é território demarcado e definitivamente conquistado, mesmo que a separação tenha sido idéia dele, e, portanto, nenhum outro macho pode andar por ali. Se o novo namorado for tudo isso aí então, certamente ele será chamado de canalha pra cima. Ou pra baixo.

4- Nisso aí eles empatam com a gente.

5- Helo!!! Nós também gostamos de elogios nesta área. E elogiamos a performance deles por puro egoísmo. Afinal, com o ego massageado eles rendem muito mais...rererere

6- Destestam estar casados? Discordo e explico no item abaixo.

7- Isso sim. Detestam estar sozinhos. Os homens cultivam o mito de que é a mulher que quer compromisso a qualquer custo, mas vou resumir em uma única pergunta a minha contestação: Quantos casos de divórcios que você conhece partiram da iniciativa masculina?

segunda-feira, março 20, 2006

Almoço a caminho de Bento



Vinhos


Degustando um vinho na Serra Gaúcha.

domingo, março 19, 2006

Com Licença Poética

Adélia Prado

Quando nasci, um anjo esbelto,desses que tocam trombeta, anunciou:vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,acho o Rio de Janeiro uma beleza e ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree, já a minha vontade de alegria,sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

quinta-feira, março 16, 2006

Parabéns!


Parabéns pra mim que tenho:

- filhinhos que me amam
- filhinha que escreve bonitinho no seu fotolog
- mensagem deliciosa as 7 da manhã no dia do meu aniversário.






quinta-feira, março 09, 2006

Convocação de Luxo

A Fal me convocou.
Ouviram? Tô besta!
Mas pensa só: acho que tô na coluna de doido que ela mantém na listinha...rererere
Mas adoro doidos e estas doidices....vamos lá!

"Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."

1 - Adoro Sonho de Valsa. É o meu chocolate preferido. Mas não consigo comê-lo às mordidas. É um ritual. Primeiro eu lambo o chocolate da cobertura, depois eu mordo de leve para dividir a casquinha de wafer em duas partes, para então morder o recheio e derreter o danado esfreguando-o com a língua no céu da boca. Sobram aí as amêndoas que são trituradas entre os dentes. ai...ai...

2- Descobri que calço número 36 e não 37 quando tinha 20 anos e grávida do segundo filho. Herdava os sapatos da minha irmã até os 12 anos e ela calçava 37, então acabou que assumi este numero como sendo meu. Até que um dia, na sapataria, a vendedora estranha eu provando sapatos 37 e me traz vários 36 que ficaram perfeitos. Pois é...

3- Quando meu filhos eram bebês a-do-ra-va encaixar a bochecha gordinha deles no "buraco" do meu olho.

4- Quando viajo tenho que carregar um livro. E compro revistas em todos os aeroportos. Mesmo que a viagem seja a trabalho, supercorrida e que eu saiba que será impossível ler. Chego à noite no hotel morta, tomo banho e desabo na cama, mas o livro tá lá do lado me confortando. Uma vez esqueci de levar leitura numa viagem e dormi em uma casa que NÃO TINHA UM ÚNICO LIVRO!! Acreditam? Dormi na sala e não conseguia conciliar o sono. Levantei, fui à despensa (nada!), à cozinha - um livro de receitas pelamordedeus! - (nada!), vasculhei a lavanderia à procura de um jornal velho (nada!), revirei a sala toda e achei (alvíssaras!!) uma partitura dentro do banco do piano. Ahá! Aumentei por demais minha cultura musical... Le Lac de Come... Balada por Adelise....ô luxo!!!!

5- Tem gente que cheira cola. Eu cheiro livro. Ganho um livro e cheiro. Compro um livro e cheiro. Agora, bonito é na livraria. Eu sou aquela dona lá que tá com a História da Beleza do Humberto Eco aberto na frente da cara e virando o zoinho. Bonito.

Chamo mais uns doidos pra pagar mico (não vai dar pra botar cinco, mas estes dois aí já arrebentam):
Marlin
Odessa

terça-feira, março 07, 2006

Depois do vinho... depois de tudo

O cinema e a literatura já trataram desse assunto o suficiente pra gente saber como acaba.
Não haverá amanhã.
O gosto do beijo será lembrança e os passos na calçada coberta de pedras que já foi caminho de tropeiros somente poeira de planos que jamais serão reais.
O vinho terminou. A taça está vazia. Do violão ecoam os últimos acordes.
Resta levantar e seguir em frente.
- Qual o seu apartamento, senhora?
Não sei. E sorrio.

quinta-feira, março 02, 2006

Pausa

Enquanto as palavras não vêem, vou cerzindo os significados. Unindo uns nos outros na esperança de que façam algum sentido.
E espero. Na angústia de quem nada mais pode fazer.


quarta-feira, março 01, 2006

Match Point


Antes de entrar na sala de projeção, me dei conta de que morreria de frio lá dentro com o o shorts e a blusinha que eu estava usando. O ar condicionado do cinema do Barigui é cruel. Não tive dúvidas: entrei em uma loja do shopping e comprei uma manta quentinha. Hohohoho.
Enroladinha até o pescoço, encolhidinha na cadeira, assisti o filme do Woddy Allen. E fiz que nem ouvi os protestos do Tiago de que eu só presto pra matá-lo de vergonha e que não olhasse pra ele que ele não me conhecia. Pura inveja.

Não sei se WA já fez algum filme que se passa fora de NY, mas esse é o primeiro que assisto que não é na Big Apple.
Londres é o cenário da saga de Chris. Jovem irlandês tentando vencer na vida em Londres.
E a vida gentilmente oferece a oportunidade em forma de uma mocinha apaixonada. Pouco atraente, é verdade, mas dona de uma sólida fortuna. Tudo seriam flores se o cunhado, irmão da mocinha, não namorasse uma gostosa que faz o coração (não só o coração) de Chris pular.
A partir daí tá feita a encrenca.
A trilha sonora é composta de árias de óperas, sempre a anunciar a tragédia. E não é à toa que numa das primeiras cenas Chris está a ler Crime e Castigo do Dosta.
O dilema de Chris piora a cada cena. E a vista do seu loft, que dá para o Tâmisa, não o ajuda muito. Difícil escolha entre o fogo dos lençóis e o eterno conforto.
O filme vale cada minuto. E o Woody Allen é um filho da puta.
Fiquei numa dúvida: seriam as mocinhas gostosas todas idiotas, ou é só porque aquela, no caso, é americana? Se tiver algum homem na casa que entenda de mocinha gostosa, seja qual for a nacionalidade, por favor, me esclareça. É assunto que não domino.

Entrada pro cinema: 13,00
Manta: 39,00
Tiago depois do filme dobrando a manta e xingando: não tem preço