segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Tiro



Nada nos foi mais pernicioso que isso:
"Filha, se você sempre usar todas as palavrinhas mágicas, sentar na pontinha do sofá com os joelhos juntinhos, falar baixo, sorrir discretamente, usar roupas que não mostrem o colo nem as coxas, servir a todos, não dar trabalho a ninguém nunca, cumprir a lei sem fazer perguntas, nunca fazer nenhuma pergunta, obedecer, obedecer e obedecer, manter as unhas e a cozinha limpas, ser uma exímia dona-de-casa, nada de mal irá lhe acontecer."
RÁ - RÁ -RÁ!
Começo minhas aulas de tiro na semana que vem.E a cozinha que vá prá PQP!!!!!!!

domingo, fevereiro 26, 2006

Teoria da Vítima

Desenvolvi a teoria da vítima quando vi uma moçoila levar um tapa na cara do marido em público e, qdo tentei ajudá-la a se levantar e dar o fora dali direto pra delegacia (afinal eles estavam na minha mesa e eu achava que era essa a coisa a fazer) enquanto os homens seguravam o cara, ela entrou numas de "deixa, é normal" e eu fiquei de queixo caído, cara de tonta e observando melhor pra tentar entender... e é isso aí!!! Manter um relacionamento normal dá trabalho. Temos que oferecer o melhor do nosso humor, do nosso tempo, da nossa capacidade, da nossa dedicação, estar com as alegorias em dia pra entrar arrasando na avenida todos os anos a fim de evitar rebaixamento...é uma lenha!!!
Então se o cara é um grosso é mais fácil. Posso ser indolente, burra, sem assunto, fútil, porca, não estudar, não trabalhar, sem preocupações, que a grosseria do cara irá me manter no panteão das vítimas e o tapinha na mão não há de me faltar, amém!

sexta-feira, fevereiro 24, 2006


Chuva, suor e cerveja
Caetano Veloso

Não se perca de mim
Não se esqueça de mim
Não desapareça
A chuva tá caindo
E quando a chuva começa
Eu acabo de perder a cabeça

Não saia do meu lado
Segure o meu pierrot molhado
E vamos embolar ladeira abaixo
Acho que a chuva ajuda a gente a se ver

Venha, veja, deixa, beija, seja
O que Deus quiser
A gente se embala, se embola, s’imbola
Só pára na porta da igreja
A gente se olha, se beija, se molha
De chuva, suor e cerveja

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Foda-se!!!

Recuperei o texto abaixo, que eu adoro, do Millôr.
Ele traduz de forma fiel uma filosofia de vida minha.
Com os filhos crescidos estou liberada: falo o palavrão que quiser.
Quando eles eram pequenos, ensinei, corrigi e nunca falei palavrão.
Agora eles já aprenderam. Sabem o que é certo e errado. Então: foda-se!!!!



Os palavrões não nasceram por acaso.
São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.
Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia."Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.
Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência.Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por ílaba...Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo.
Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poderde definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!".Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo?Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal.Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se.

Millôr Fernandes, humorista, teatrólogo e jornalista carioca

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Todo Bono




Você Também...

Qual é a mágica?
Qual é a magia que faz nossos corpos se arrepiarem, um nó subir na garganta e o sorriso iluminar o mundo?
E aquela vontade imensa de aprisionar aquele momento em nossa retina para que seja possível reviver esta emoção eternamente?
Não se iludam. Aquilo não é somente um show. Assim como Bloody Sunday não é somente uma música.
Sim, meninos. Eu vi. U2 e sua glória. E não tenho palavras.
Intolerância religiosa, massacre, invasão. Irlandeses resistiram ao etnocídio e por mais de um século foram os índios brancos do colonialismo inglês.
Talvez seja simbólica a escolha do Bono de uma banda escocesa para abrir o show. Irmãos na resistência. Sem que isso de maneira alguma embote o brilho do Franz Ferdinand.
Delícia ver que o poder de um invasor despótico, por séculos em guerra aberta contra a educação e cultura dos Irlandeses, (letra maiúscula sim, faz favor!) não conseguiu interromper o processo de eclosão fantástica de arte pura de identidade inconteste desde Bernard Shaw e James Joyce, que nasceram na Irlanda, até a beleza poética de um U2.
Pessoas menores como eu só conseguem sentir nojo e ódio de terror, violência, prepotência e intolerância.
Pessoas como eles depuram os pecados do mundo em um caldeirão de vontades e bons atos e nos devolvem em beleza aquilo que na pele lhes ardeu em dor.
Com muito orgulho, eu vivo na era do U2. E eles são o futuro que ainda quero ter.


PS. não estou conseguindo subir imagens. Assim que eu conseguir, publico.

domingo, fevereiro 19, 2006

Perfil do Consumidor

Roubei da uhbaby (qdo eu aprender eu linco!)
Atenção! Estas opiniões refletem o meu perfil, hoje.

Ator: Luiz Melo
Atriz: Laura Cardoso
O que você nunca faria: barraco
Parte do corpo do homem que mais gosta: kit abraço (peito, mãos e braços)
Cantora: Zélia Duncan
Homem elegante: Anthony Hopkins
Homem bonito: George Clooney
Mulher bonita: Gisele Bundchen
Comida: a minha
Sonho de consumo: uma biblioteca com lareira
Coisa que mais gosta de comprar: livros
Mulher elegante: Danusa Leão
O que você não usaria: caneta vermelha
Sabonete: Dove esfoliante
O que vc gostaria de fazer hoje: jantar com o meu amor
Que loja você gostaria de assaltar: Fenac
Tipo de homem: inteligentes e bem humorados
Defeito: muitos
Bebida: vinho tinto
Loja: Zoomp
Refrigerante: guaraná
Flor: amor perfeito
Revista: Bravo
Cantor: Zeca Baleiro
Pintor: Carybé
O que você não consegue mais ouvir: Agradeça a deus, minha filha!
Filme que você queria ver agora, sem ter visto antes: Kil Bill
Personagem da ficção: Ema Bovary
Herói: Batman
Uma das coisas que você gostaria de ter e não tem: cartão de crédito sem limite
Caderno Cultural: blog da Fal
Programa de TV: A Grande Família
Lugar que gostaria de conhecer: Irlanda
Filosofia de vida: Posso cair. Mas me levanto. De todas. E mais forte.
Cena mais sexy do cinema: a mais? difícil... Lá vai... a dança entre Brad Pitt e Miss Jolie em Sr. e Sra. Smith
Que filme você gostaria de rever: A trilogia do Poderoso Chefão. Sempre.
O que você nunca comeria?: carne crua
Salgadinho predileto: empada
Doce: Pudim de leite
Diretor: Tim Burton
Quem você gostaria de namorar: Sean Connery
Que livro você está lendo: Contos do Tchekov
Se pudesse escolher um rosto pra você, qual você escolheria?: Julia Roberts
Animal predileto: Gato
Verdura: Rúcula
Viagem que gostaria de fazer: pela Europa de trem
Amor inesquecível: Todos
O que nunca assistiria: a uma tourada
Jornalista: Zuenir Ventura
Livro marcante: Com Licença eu Vou 'a Luta
Canal de televisão: GNT
Pessoa engraçada: Pedro Cardoso
Ator brasileiro: Lázaro Ramos
Atriz brasileira: Fernanda Montenegro
Como gostaria de morrer: como assim, morrer?
Caneta: no plural. E enfiadas em canecas coloridas.
Medo: Perder meus filhos
Frase: Se você for boazinha, minha filha, vai ter um namorado. Se não for, vai ter um monte!Restaurante: Colonial
Modelo: Paulo Zulu
Humor: João Ubaldo Ribeiro
Poesia: Adélia Prado
Em quem você tacaria uma torta na cara: em um certo delegado. Com uma bomba dentro.
Pedra: Esmeralda
O maior crime: Pedofilia
Profissão que despreza: Escritor de auto-ajuda
Profissão que gostaria de ter: Escritor
O que gostaria de fazer mas tem vergonha: Pedir ajuda
Tatuagem: um certo peixe
Chocolate: Sonho de Valsa
Santo: Agostinho: "Senhor, dai-me a castidade. Mas não agora!!!"
Show: Ney Matogrosso cantando Cartola
Coisa deleitável: Tomar café da manhã na cama
Dia da semana: Sábado
Praia ou Montanha? Montanha
Coleção: rolhas de vinho. Bebidos.

Sorry

Tentei lincar amigos e ídolos e acabei por danar tudo. Quase que condeno o pobre blog à morte...Dalanha seu safado! Ou vc me explicou errado ou eu não entendi nadinha...

sábado, fevereiro 18, 2006

Moça com Brinco de Pérola


Me pediram para eleger um filme sensual.
Dei tratos à bola pois não queria nenhuma obviedade.
Lembrei de uma cena que assisti em Moça com Brinco de Pérola. O pintor Vermeer (Colin Firth) pede à moça que ela umedeça os lábios. Pede então que ela repita o gesto por 3 vezes e a cena é de uma carga sensual incrível.

Delicado, caprichado (não é a toa que foi indicado para fotografia - aliás quem ganhou mesmo?) e com uma sensualidade latente.
Percebi também que (lamentavelmente) Angelina Jolie não está só no quesito boca-carnuda-que-os-homens-adoram. O nome da perva é Scarlet Johansson.

Se não viram, recomendo.



sexta-feira, fevereiro 17, 2006


Coisa difícil de se fazer entender:
Fé. Ou se tem ou não se tem.
Forjar fé é tão canalha quanto a maioria dos religiosos que conheço.
Aliás, até que me convençam do contrário, religiosos ou são ignorantes ou canalhas.
Mas que fé faz falta, faz.

Foto by me

Carnaval

Ok. Pode ser implicância minha.
Mas fico irritada com o tema "carnaval de avenida".
Vou tentar desenvolver este raciocínio. Se a taça de vinho tinto aqui do lado me permitir, claro.
Vamos lá.
Primeiro, é bom que se diga:
Adoro festas populares. Quase chorei um dia desses com a imagem de umas tiazinhas de vestido florido que se reúnem numa cidadezinha lá nos cafundó pra cantar e dançar cantigas de roda.
Me encanto com os bonecos de Olinda, cada qual com sua história, mantida pelo capricho de hábeis mãos de bonequeiros pernambucanos. As coloridas sombrinhas do frevo. Os bois de Manaus. O congado de Minas. Os trios elétricos da Bahia. E muitas outras festas populares, cada qual com sua história, sua raiz, sua identidade a mantê-la forte, digna e de uma beleza que vai além do canto, além da dança e nos comove com sua beleza mesmo que ignoremos seu significado.
Então, como entender o motivo que faz com que a maioria das cidades deste país tentem copiar o carnaval da Marquês de Sapucaí?
Levam para suas avenidas principais um arremedo daquele desfile, proporcionando quase sempre um triste espetáculo.
Olha, a diversão é livre, como dizia minha vó: "o que é de gosto, regala a vida" mas, francamente! É deprimente ver aqueles arremedos de carro alegórico, cobertos de papel laminado, parecendo trabalhinhos de pré-escola. Ou, mesmo quando num colossal esforço braçal e financeiro, fazem fantasias bonitinhas, arrumadinhas, mas que não chegam nem perto daquelas que tentam imitar.
Por que não direcionar esta energia toda para criar a sua própria festa, com características regionais, identidade e raiz? Pra mim é a alma do colonizado que se desespera na tentativa de copiar tudo que vem de fora e achar que é moda.
Sei lá. Acho que estou ficando velha.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Privacidade

Hoje na fila do banco, enquanto esperava uma eternidade até ser atendida, um senhor, na minha frente atendeu ao celular.
Eu, e todas as pessoas que estavam no banco, incluindo os caixas e os funcionários que trabalham no mezanino, ficamos sabendo:

1 - que ele nunca cobrou nenhum favor que fez aos amigos;
2- que o compadre Alfredo lhe passou um cheque sem fundos;
3 - que o dito cheque já voltou uma vez e que ele vai reapresentá-lo;
4- que se o compadre levar o dinheiro na casa dele até as 16 horas de hoje ele não reapresenta o cheque;
5- que ele toma chopp toda sexta feira;
6- que a mulher dele não vai a banco (esperta ela);
7- que aquela já era a sua terceira fila de banco do dia;
8- que a fila do Itaú tinha sido a pior.

Fico intrigada. Não consigo expor minha vida desta forma. Até este blog tem limites de privacidade que pretendo manter. Qual é o bloqueio que as pessoas como eu possuem que não permitem esse nível de exposição? Qual é o natural? O bloqueio ou a espontaneidade pública e ruidosa? Qual o limite de uma coisa e de outra?
Até onde conseguimos saber o quanto de nosso comportamento é natural e o quanto é social?

sábado, fevereiro 11, 2006

Meu Herói



As nuvens abrem uma clareira deixando que a lua brilhe inteira no céu. E a luz da lua, escandalosamente linda, atravessa a vidraça e brilha na minha cama.
Durmo em paz e segura. Meu amor protege o mundo.
E a paz reina em Gotham City.


sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Mau Humor

Adoro meus filhos.
Amo ser mãe.
Mas se tem uma coisa que eu ODEIO é chegar na escola (ou em qualquer outro lugar) e falarem assim comigo:
- Mãe, é naquela sala ali.
- Você veio fazer matrícula, mãe?
Mãe é o caralho!!!
Só tem três pessoas no mundo que podem me tratar assim e não transfiro este direito a MAIS NINGUÉM viu?? Humpffffff

Utililidade Pública

Vamos lá mulher!

Se você está num momento complicado de sua vida (vida profissional super-ativa, saindo de um longo relacionamento... etc) e não quer um homem ao seu lado 24 horas por dia, nem camisas habitando seu armário (neste momento), mas também não quer (nem deve!) abrir mão da delícia da companhia de um espécime macho, sem ter que beijar uma boca diferente por dia, pense no seguinte:
Aquele homem inteligente, bem humorado, gostoso e interessado em você que pintou na área não deve ser desperdiçado SOMENTE por ser comprometido (com outra, claro!). Neste momento da sua vida ele é o cara ideal!
Sabe por que? Daqui pra frente vamos chamá-lo de HCCO - Homem Comprometido Com Outra, e enumerar os motivos pelos quais esse homem vale a pena:

1 - O HCCO não vai ter moral pra te cobrar fidelidade e, portanto, você será poupada de cenas de ciúme;
2 - O HCCO te dará folga nos fins de semana e feriados;
3 - Nestes mesmos fins de semana e feriados você saberá exatamente onde ele estará ao passo que ele não terá a menor idéia de onde você esteja;
4- Com as duas atuando de forma eficiente na vida dele, o HCCO terá, no máximo, tempo para um terceiro (variável) freela. Número incrivelmente baixo em comparação ao caderninho-preto-safado da maioria dos singles machos.
5 - Vantagem adicional: você conhece sua principal rival.
6 - Seus encontros serão deliciosos e desprovidos de qualquer peso de realidade;
7 - Você não terá que levar em conta a opinião dele naquela promoção de trabalho que implicará em mudança de cidade;
8 - Você poderá circular pela casa de toalha na cabeça e máscara de creme na cara à vontade numa sexta feira à noite;
9 - Suas calcinhas poderão ser penduradas onde você quiser sem ninguém pra reclamar;
10 - Você poderá trabalhar na cama, espalhando a quantidade de papéis que quiser, até a hora que bem entender;
11 - Pode dormir com a TV/som ligados no canal que gostar;
12 - A bancada da pia do banheiro é só sua e vc pode espalhar todas as suas tralhas.

Não é tentador?



quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Grammy 2006



Assisti trechos da cerimônia de premiação do Grammy no SBT. Ai.
Os "mestres de cerimônia" da emissora eram a Galisteu (!!) e o pobre do João Marcelo Bôscoli que teve que usar de todo seu charme aliado ao seu poderoso acervo de informações sobre o tema para contornar os deslizes da loira.
Num dado momento a loiruda me sai com essa:
- A banda (Franz Ferdinand) que vai abrir o show do U2 é francesa né?
Eu mereço.
Uma banda boa dessa, escolhida pessoalmente pelo Todo Bom Bono Vox para abrir o show não merecia isso. Nem a Escócia. Nem eu.
Mas firme e forte decidi continuar. E me deliciei com os 5 prêmios abiscoitados pelo U2, e pela participaçao maaaais que especial do Paul MacCartney que, ao terminar a primeira música disse:
- É a primeira vez que toco no Grammy, parece que passei no som e vou tocar mais uma! Amei!!!!
Outro momento delícia foi a parceria de Rap entre Jay-Z e Linkin Park (maravilhosa!) e a nova intervençao de Paul MacCartney que adentra o palco cantando Yesterday junto com os dois. Lindo.
E o João Marcelo Bôscoli segurando a barra de contornar as bestices da Galisteu com a gentileza digna de um Marlin (hehehe). Ano que vem tem mais.


terça-feira, fevereiro 07, 2006

Colheita



Na divisa da cerca com a casa do lado esquerdo, a do Seu Joaquim japonês, tinha uma goiabeira vermelha. Por estar o pé exatamente na divisa, tínhamos muita cerimônia com esta árvore. O conceito rígido de propriedade da D. Maura não permitia que subíssemos nesta árvore ou que comêssemos os frutos que não estivessem mmuuuuiiito do nosso lado do quintal. Na dúvida, a goiaba não era nossa. Quantas vezes fiquei esperando D. Maura entrar na casa para que eu, depressinha, apanhasse uma goiaba “meio do lado de lá”. Ela tirava uma soneca providencial depois do almoço. Permitia muita coisa.
Uma árvore grandiosa que não nos concedia nenhuma chance de subir em seu galhos era o Abacateiro. Alto demais, com os galhos se abrindo somente no alto da copa, era uma escalada impossível para uma fedelha como eu. Os frutos deste só eram colhidos pelo Sr. Altino, munido de uma vara comprida com uma fenda na ponta e muita maestria.
Ele torcia o galho com a vara até que arrebentasse e o abacate ficava enroscado, evitando que se espatifasse no chão. Eu ficava dois passos atrás, admirando a manobra e esperando que ele baixasse a vara para que eu desenroscasse o abacate. Orgulhosa da minha condição de ajudante.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Vitória

É o mar que adentra a terra ou a terra que avança sobre o mar?

Foto by me